Rio de Janeiro – O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (17) o retorno à prisão preventiva de Monique Medeiros, ré acusada de tortura e homicídio do próprio filho, o menino Henry Borel. O crime ocorreu em 2021, no bairro de Jacarepaguá.

(Foto:Brunno Dantas/TJRJ/Divulgação)
A decisão ocorre um dia após a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestar favorável à retomada da custódia. Monique havia sido colocada em liberdade em março de 2026, após o adiamento do julgamento pelo Tribunal do Júri.
Na ocasião, a sessão foi interrompida depois que a defesa do corréu, o ex-vereador Jairinho, deixou o plenário, inviabilizando a continuidade do julgamento.
Ao reavaliar o caso, Gilmar Mendes considerou que a gravidade dos fatos e o risco de interferência no processo justificam a medida.
“A soltura da ré às vésperas da oitiva de testemunhas sensíveis em plenário representa risco à busca da verdade processual. Diante deste quadro, a soltura da ré em período tão próximo à nova sessão plenária designada projeta risco concreto à regularidade da instrução e à própria utilidade do provimento final”, argumentou.