Aliança com o PSD fecha chapa de Alan para o Senado


O anúncio de ontem do presidente regional do Republicanos, deputado federal Roberto Duarte, de que a aliança do seu partido com o PSD do senador Sérgio Petecão, está praticamente fechada, faltando apenas o anúncio oficial, veio confirmar o que este BLOG deu em primeira mão. A falta de espaço na chapa da federação PP-UB ao Senado, composta pelos candidatos Márcio Bittar (PL) e Gladson Cameli (PP), empurrou Petecão para a aliança com o grupo de Alan, que ganha com isso um maior tempo no horário eleitoral e o apoio da militância do PSD, que estará engajada na campanha. Com isso fica formada a chapa para o Senado do candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos), a ser composta pela ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos) e pelo senador Sérgio Petecão (PSD). Ambos vão disputar as duas vagas abertas para senador.

FORA DE COGITAÇÃO

Está fora de cogitação o PSD indicar o nome para vice da chapa do candidato ao governo, Alan Rick (Republicanos).

GUARIDA NO MDB

O senador Márcio Bittar (PL) costura uma aliança política com o MDB, por dois pontos: ser apoiado pelo partido ao Senado; e ambos juntos se fortalecerem na aliança da candidata do PP ao governo. Bittar não estaria contente com a perda de candidatos da sua chapa por ações do grupo do governo. Tem evitado até dar entrevistas. É muito importante na chapa.

SEM COOPTAÇÃO

O ex-secretário de Educação e um dos articuladores políticos do governo, Aberson Carvalho, negou ontem ao BLOG de que houve por parte da governadora, a tentativa de tirar a ex-diretora do DERACRE, Sula Ximenes, da chapa do PL- é candidata a deputada estadual – para voltar definitivamente ao comando do órgão. O que houve foi procurar lhe esclarecer que poderia continuar comandando o DERACRE, e se desincompatibilizar mais próximo da convenção. Para Aberson, quanto mais mulher candidata, melhor para a governadora e seu grupo.

BATER NOS DOIS DÍGITOS

Há esperança na aliança dos partidos do chamado campo progressista – integrado por siglas de esquerda – de que o candidato ao governo, Thor Dantas (PSB), poderá chegar aos dois dígitos durante a campanha. Para isso deve ser o companheiro do candidato ao Senado, Jorge Viana (PT), em suas andanças pelo estado.

VALE TUDO

A pré-campanha virou uma verdadeira campanha aberta para os candidatos ao governo, a senador e deputado. Todos pedindo votos. O chamado crime de “propaganda antecipada” foi para a lata do lixo. Agem como se a campanha oficial estivesse em andamento. Quem fez um belo artigo a respeito foi o advogado Edinei Muniz.

APOSTA ALTA

O PSDB aposta alto na campanha, projetando eleger dois deputados federais e três deputados estaduais. Tendo como puxador de votos o candidato ao governo, Tião Bocalom (PSDB). Está com as chapas completas. Apostaria em apenas um federal. A chapa não é muito encorpada linearmente.

GRANDE DÚVIDA

A grande dúvida sobre a chapa do PSDB para a Câmara Federal, é saber qual será a votação do ex-secretário de Saúde, Pedro Pascoal – candidato do colete do ex-governador Gladson. Se o Gladson organizar a sua equipe de articulação na campanha, é um belo de um empurrão. Mas, por não ser do ramo político, muito fechado, não dá nem para fazer uma previsão da sua performance nas urnas.

É O QUE DÁ VOTO

O prefeito Alysson Bestene tem concentrado os seus esforços na recuperação de ruas, que é o que no prazo curto de pouco mais de 5 meses para a eleição, pode render votos para o seu candidato, Tião Bocalom (PSDB). O Alysson é do diálogo.

COMUNICA BEM

Por ser do ramo, jornalista, o Alan Rick (Republicanos), entre os quatro candidatos ao governo, é o que melhor se comunica. Qualquer emenda sua é bem divulgada, como a destinada ao Hospital Santa Juliana, para a realização de 1.500 cirurgias grátis. Já dizia o saudoso Chacrinha – quem não se comunica, se trumbica.

DIFÍCIL APONTAR

Socorro Neri, Fábio Rueda, Zezinho Barbary, José Adriano, Coronel Ulysses, Mazinho Serafim, são os candidatos mais fortes da federação PP-UB. O máximo que a chapa pode fazer é três deputados. Pelo grupo de candidatos ser muito forte, fica difícil apontar quais seriam os três a ficar com essas vagas.

PELAS MÃOS DO GOVERNO

O MDB pode se considerar o grande beneficiado desta eleição. Estava zerado de nomes, e com a ajuda do governo – ressalte-se: Jonathan Donadoni, Luiz Calixto e Aberson Carvalho, os grandes articuladores –
o partido tem hoje uma das chapas mais fortes para a Câmara Federal, formada por Ney Amorim, Pedro Longo, Minoru Kinpara, Antônia Lúcia, Linker Cameli ou Rômulo Grandidier, Leonardo Melo e a médica Kel Guimarães.

NÃO ABRE MÃO

Pelo que tenho escutado dos cabeças brancas do MDB, o partido não abre mão da médica Jéssica Sales (MDB) de vice, na chapa da federação formada pelo PP-UB, que tem como candidata ao governo a Mailza Assis (PP). Não aceita discutir alternativa.

PODERIA SER MELHOR

Pelo potencial do candidato ao governo, senador Alan Rick (Republicanos), liderando as pesquisas, era para o seu partido ter montado uma chapa mais competitiva para a Câmara Federal. A sua composição ficou no geral abaixo da média esperada.

ARTE DA GUERRA

A eleição é uma guerra. Por isso, pinçamos uma frase escrita há mais de 2.500 anos pelo general estrategista Sun Tzu, em seu clássico A Arte da Guerra, para reflexão dos candidatos ao Governo e ao Senado: “A suprema arte da guerra é vencer o inimigo sem lutar.”

NADA DECIDIDO

Nenhum candidato a governador ou para senador, ponha a picanha na brasa para o churrasco; porque ninguém ganhou a eleição, de uma campanha que ainda dá os primeiros passos. É cedo para prognósticos.

DIA D

Amanhã é o Dia D político para o ex-governador Gladson Cameli, na continuação do seu julgamento no STJ. O resultado, seja qual for, mexe no cenário da disputa majoritária.

FRASE MARCANTE

“Nunca deseje mal ao próximo, porque o mal pode voltar para você”. Máxima da sabedoria budista.



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