Ao todo, clube já acumula dívida de R$ 2,7 bilhões desde que virou SAF. Botafogo vive atrasos de pagamentos de dívidas e parte do salários do elenco profissional
João Victor
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A situação financeira do Botafogo se mostra cada vez mais insustentável. Um relatório divulgado pelo clube neste sábado (11/04) apontou para uma dívida de curto pravo (passivo circulante) de R$ 1,6 bilhão de reais que precisam ser quitados ao longo dos próximos 12 meses. O documento também aponta para uma dívida total de R$ 2,7 bilhões, valor esse contabilizado a partir do momento que o clube virou Sociedade Anônima do Futebol (SAF) a partir do início de 2022.
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O relatório foi elaborado por uma empresa de consultoria contratada pela SAF do clube. O documento foi apresentado no mesmo dia que uma assembleia extraordinária de sócios foi convocada por John Textor, controlador da SAF do clube. A reunião tem como objetivo aumentar o capital social da SAF para R$ 125 milhões a partir de emissão de novas ações. O aumento seria feito em contrapartida a um aporte proposto pelo empresário.
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O relatório também apontou para um prejuízo operacional de R$ 287 milhões ao longo do ano de 2025. Além disso, o documento também indica um patrimônio líquido (ativo menos passivo) de R$ 427,7 milhões negativos. Ou seja, caso o Botafogo vendesse todo o seu patrimônio ainda deveria este valor.
Os péssimos números indicados no relatório divulgado pelo clube se somam a problemas operacionais registrados ao longo de 2026. O clube deve valores de direitos de imagem e FGTS a jogadores e funcionários, além de estar em atraso com o pagamento do Regime de Centralização de Execuções (RCE), que se refere a dívidas anteriores ao período de SAF, negociadas para serem pagas em parcelas iguais.

