Comprar os itens básicos de alimentação tem exigido cada vez mais tempo de trabalho em Rio Branco. Em março de 2026, um trabalhador precisou dedicar cerca de 78 horas e 33 minutos de jornada para conseguir adquirir a cesta básica alimentar na capital.
O dado representa um aumento em relação ao mês anterior. Em fevereiro, eram necessárias 77 horas e 23 minutos, o que significa que, em apenas um mês, houve acréscimo de 1 hora e 10 minutos de trabalho para comprar os mesmos produtos.
O cálculo considera um trabalhador com jornada mensal de 220 horas e remuneração equivalente a um salário mínimo vigente de R$ 1.621,00.
O que mais pesa no tempo de trabalho
Entre os produtos da cesta, alguns itens exigem mais horas de trabalho para serem adquiridos, refletindo o impacto do aumento de preços.
O tomate, por exemplo, passou a exigir 12 horas e 40 minutos de trabalho, sendo um dos itens que mais pesam no cálculo. A carne também tem impacto significativo, com 8 horas e 31 minutos, seguida pelo pão, que demanda 11 horas e 30 minutos de jornada.
O feijão, outro item essencial, passou a exigir 4 horas e 33 minutos, enquanto o leite demanda cerca de 5 horas e 1 minuto de trabalho.
Por outro lado, alguns produtos tiveram leve redução no tempo necessário, como a banana, que caiu para 9 horas e 8 minutos, e o pão, que também apresentou diminuição.
Impacto direto na renda
O aumento no tempo de trabalho necessário reflete diretamente a pressão sobre o orçamento das famílias. Na prática, o trabalhador precisa dedicar mais horas do mês apenas para garantir a alimentação básica.
A elevação ocorre em meio à alta de produtos essenciais, como tomate e feijão, que puxaram o aumento da cesta em março e ampliaram o esforço necessário para manter o consumo mínimo.
Os dados fazem parte do levantamento mensal realizado em estabelecimentos comerciais de Rio Branco e mostram como a variação de preços impacta diretamente a relação entre renda e custo de vida.