Pedido formal da OAB/AC questiona “Lei Antifacção” e pede atuação do Conselho Federal no STF


Um pedido formal para análise judicial de pontos da “Lei Antifacção” foi enviado ao Conselho Federal da Ordem dos Advogados pela seccional do Acre. O documento aponta que os dispositivos da norma violam garantias constitucionais e tratados internacionais de direitos humanos.

Ademais, a seccional relata que a legislação reúne mudanças sensíveis no sistema de justiça criminal e cita a retirada do Tribunal do Júri para julgar crimes dolosos contra a vida quando há envolvimento de organizações criminosas.

Para a OAB/AC, a medida não está de acordo com a Constituição Federal, que assegura ao júri popular essa atribuição como cláusula pétrea.

A entidade também questiona o tempo estipulado para a realização de audiências de custódia por videoconferência, já que a medida poderia comprometer a análise adequada das condições do preso e contraria o Pacto de San José da Costa Rica, que prevê a apresentação presencial da pessoa à autoridade judicial.

Presidente da OAB/AC, Rodrigo Aiache disse que o pedido busca preservar as garantias fundamentais e o equilíbrio do sistema jurídico.

“A entidade cumpre seu papel constitucional ao provocar o Conselho Federal para que os pontos sejam avaliados e, se necessários, adote as medidas cabíveis. Se trata de garantias fundamentais que estruturam o Estado Democrático de Direito e que não podem ser relativizadas”, afirmou.



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