Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O Sindicato dos Rodoviários do Amapá (Sincotrap) informou oficialmente o prefeito interino de Macapá, Pedro Dalua (União), e a empresa Nova Macapá que, caso os salários não sejam regularizados, os funcionários irão paralisar as atividades a partir da meia-noite do próximo dia 15 (quarta-feira). Ontem (9), a entidade realizou assembleia com os trabalhadores da empresa, a maior do setor no Estado, após a retenção dos pagamentos, mesmo depois de a Nova Macapá ter recebido créditos atrasados deste ano.
A empresa trava uma queda de braço com a gestão Dalua, que assumiu a prefeitura provisoriamente no último dia 4 de março, após o afastamento do prefeito Antônio Furlan (PSD). A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na licitação do Hospital Municipal e desvio de recursos para contas de empresas ligadas ao ex-prefeito e à ex-primeira-dama e pré-candidata ao Senado, Rayssa Furlan (Podemos).
Assim que assumiu interinamente, Dalua mandou pagar todos os repasses atrasados este ano para a empresa. Mas, nos bastidores, a Nova Macapá afirma ter cerca de R$ 15 milhões a receber da gestão Furlan referentes ao transporte gratuito de passageiros em datas como Círio, Enem e Réveillon, além das eleições de outubro de 2024, entre outras situações. A empresa ainda não se posicionou publicamente sobre o tema e também não procurou a CTMac para mostrar provas dessas supostas dívidas.

No comunicado assinado pelo presidente Max Delis Pereira, o sindicato afirma que serão respeitados os 30% da frota que devem continuar em circulação, por se tratar de serviço essencial.
“Nós pedimos que o Ministério Público faça uma mesa de negociação envolvendo todas as partes, os trabalhadores, a empresa e a CTMac. Que seja pelo menos assinado um TAC para a empresa não atrasar mais os salários”, disse ao Portal SelesNafes.Com o presidente do sindicato.