Brasília – A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que deixará antecipadamente o comando da Corte. A eleição para a nova presidência foi convocada para o dia 14 de abril, com o objetivo de permitir uma transição mais longa antes das eleições de 2026.
Apesar de poder permanecer no cargo até o início de junho, a ministra optou por encerrar o mandato antes do prazo. A medida, segundo ela, busca garantir que o próximo presidente tenha mais tempo para conduzir os preparativos do pleito eleitoral.
A tendência é que o ministro Nunes Marques assuma a presidência do tribunal, enquanto a vice-presidência deve ficar com o ministro André Mendonça. A data de posse dos novos dirigentes ainda não foi definida.
Caso se confirme, será a primeira vez que dois ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro ocuparão simultaneamente os cargos mais altos da Justiça Eleitoral.
A escolha dos novos dirigentes seguirá a prática tradicional da Corte, baseada na antiguidade entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que também integram o TSE.
O TSE é formado por, no mínimo, sete integrantes: três ministros do STF, dois do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e dois juristas indicados pelo presidente da República.
