DHPP: “Mesmo com tornozeleira, estão praticando homicídios”


O delegado Caio Albuquerque, titular da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que os quatro suspeitos presos nesta quinta-feira (9), pelo homicídio de Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, ocorrido em junho de 2025, em Várzea Grande, utilizavam tornozeleira eletrônica no dia do crime.

 

É o alerta que, mesmo com tornozeleira, estão praticando os homicídios

Foram cumpridos quatro mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. Um deles foi executado na Penitenciária Central do Estado (PCE), onde o principal suspeito, e apontado como executor, já está preso por outro homicídio, cometido em um centro de reabilitação.

 

“O que marca este caso é que de todos os que foram identificados, quatro com tornozeleira, desde o fato até agora, e um depois cometeu outro delito e foi para o estabelecimento prisional. É o alerta que, mesmo com tornozeleira, estão praticando os homicídios”, afirmou o delegado. 

 

“Mas do outro lado, a gente está atento e conseguiu mapear este caso e levantar elementos que motivaram a expedição dos mandados de prisão temporária, e agora segue as investigações”, acrescentou. 

 

Segundo as investigações, o crime apresenta um modus operandi típico de facções criminosas.

 

A delegada Jéssica Assis, responsável pelo caso, afirmou que os suspeitos se reuniram antes e depois do homicídio para planejar e avaliar a execução.

 

“Há uma divisão de tarefas, um ajuste previamente acordado, anterior ao crime, uma estratégia de dispersão durante o crime e, depois, um reencontro como se fosse realmente um debrief da ação que eles se organizaram para cometer”, afirmou. 

 

De acordo com a delegada, a vítima tinha ligação com o tráfico de drogas, o que pode ter motivado o assassinato.

 

“A motivação, muito provavelmente, está ligada com a facção criminosa, a disputa, as dívidas, até por conta dos participantes desse crime, sendo que um deles é um executor conhecido da região que comete esse tipo de extermínio a mando de gerentes, de coordenadores da facção criminosa”, explicou. 

 

Apesar de os quatro suspeitos terem sido interrogados e negarem participação no crime, inclusive qualquer vínculo entre si, embora dois sejam irmãos, a investigação concluiu que todos tiveram envolvimento.

 

Eles seguiam monitorados por tornozeleira eletrônica até o momento das prisões, sendo três por tráfico de drogas e um por roubo.

 

O crime 

 

O homicídio de Jefferson ocorreu na madrugada do dia 15 de junho de 2025, no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande.

 

A vítima foi perseguida e executada em via pública com vários disparos de arma de fogo, atingida na cabeça, no tórax e nas costas.

 

“O homicídio qualificado foi cometido com crueldade, em plena via pública e no contexto de uma organização criminosa estruturada”, disse a delegada.

 

A investigação aponta que as condições pessoais dos suspeitos indicam propensão à reincidência criminosa com atuação articulada, o que reforçou a necessidade das medidas cautelares determinadas pela Justiça.

 

Vídeo:

 





VER NA FONTE