
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) anunciou os números dos emplacamentos de caminhões no Brasil no mês de março, mostrando que o segmento apresentou uma alta considerável sobre os números de fevereiro, apesar de ainda estar em patamar menor do que o registrado no início de 2025.
Para a entidade, os números ainda mostram um mercado em compasso mais cauteloso e pressionado pelas taxas de juros e pelos aumentos de custo de operação, em função do cenário de incertezas.
“Houve melhora em março sobre fevereiro, notadamente na função do crédito fornecido pelo Programa Move Brasil, mas o trimestre ainda reflete um ambiente de maior seletividade para investimento e renovação de frota. É um mercado que depende diretamente de confiança e previsibilidade econômica”, avalia o Presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.
O Programa Move Brasil, que foi iniciado em janeiro e está perto de seu final, com a contratação restante de valores sendo apenas direcionada a caminhoneiros autônomos, teve R$ 10 bilhões liberados pelo BNDES, sendo 10% do valor para autônomos.
Os reflexos desse programa ainda devem durar algum tempo nos emplacamentos, já que existe um prazo mais longo entre a venda do veículo pesado e seu emplacamento.
De acordo com a Fenabrave, em março foram emplacados 8.766 caminhões, ante 6.611 de fevereiro, uma alta de 32,6%. Na comparação com março de 2025, no entanto, houve queda, de 3,66%. No terceiro mês do ano passado foram emplacados 9.099 caminhões novos no Brasil.
No acumulado do ano, quando se somam os emplacamentos registrados entre janeiro e março, o número em 2026 chega a 21.750, uma queda de 19,28% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram emplacadas 26.946 unidades.
Move Brasil
De acordo com os números da Fenabrave, o maior impacto nos emplacamentos de caminhões com o programa de renovação de frota Move Brasil foi no segmento de pesados, que teve 4.137 emplacamentos no mês de março, uma alta de 49,03% em relação às 2.776 unidades emplacadas em fevereiro.