
P.G.B.S., M.T.S. e F.G.M. foram indiciados pela Polícia Civil de Roraima após serem alvos de investigação no caso de compartilhamento de fotos íntimas de mulheres em um grupo de WhatsApp em junho de 2025. As diligências apontaram mais de mil mídias compartilhadas entre os acusados.
De acordo com o inquérito policial, o qual a FolhaBV teve acesso, a análise pericial dos dispositivos eletrônicos confirmou a existência de um grupo utilizado para o compartilhamento de conteúdo íntimo sem autorização das vítimas.
Com P. G. B. S., foram apreendidos três aparelhos celulares. Neles, foram localizados mais de mil arquivos contendo imagens de diversas mulheres, organizados em 12 pastas, algumas nomeadas com os nomes das próprias vítimas.
Ainda segundo o documento, a perícia conseguiu recuperar arquivos que haviam sido
apagados dos dispositivos. Entre os materiais, foram identificadas mídias obtidas
por meio da burlagem de mecanismos de visualização única de aplicativos de
mensagens.
Tentativa de obstrução da Justiça
No dia 20 de dezembro de 2024, os investigados teriam articulado a exclusão de conteúdos armazenados nos aparelhos, logo após a denúncia do caso. Em um dos dispositivos analisados, foram recuperadas conversas que reforçam
essa movimentação.
“No aparelho de M. T. F., foram encontrados diálogos que confirmam a destruição coordenada de provas logo após a denúncia da vítima. P. G. B. S. informou: ‘eu apaguei na tua casa’, ao que M. T. F. responde: ‘Apaguei tudo já’”
O documento também aponta uma tentativa de construir uma narrativa onde outro jovem teria enviado o conteúdo íntimo.
O investigado P. G. B. S. foi indiciado pelo artigo 218, §1º, do Código Penal, que
trata da divulgação de conteúdo íntimo sem consentimento, e também pelo artigo
347, parágrafo único, que se refere à fraude processual.
Já M. T. F. foi indiciado também por fraude processual. Por sua vez, F. G. M. foi indiciado pelo artigo 218 do Código Penal, que trata da divulgação de conteúdo íntimo sem autorização da vítima.
Relembre o caso
O caso veio à tona em Junho de 2025 após denúncia de uma vítima em Boa Vista,
que relatou o vazamento de uma imagem íntima enviada anteriormente a um
homem com quem mantinha relação de confiança.
A partir do relato, surgiram indícios de que o material estaria sendo compartilhado
em um grupo de mensagens, do qual participariam jovens da cidade. Segundo a
denúncia, imagens de diversas mulheres, algumas obtidas com consentimento,
outras não, teriam sido disseminadas sem autorização.
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