Rio Acre mantém vazante lenta, mas Defesa Civil descarta novo transbordamento


O nível do Rio Acre em Rio Branco continua em patamares que exigem monitoramento constante. Segundo o boletim da Defesa Civil Municipal divulgado às 05h25 desta quinta-feira, 9, o manancial registrou a marca de 10,17 metros, apresentando uma tendência de redução. Apesar da vazante, o cenário ainda é classificado como uma “cota sensível”.

Em entrevista ao portal  A GAZETA, o coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, Coronel Cláudio Falcão, explicou que a situação requer atenção por estar na faixa entre 10 e 12 metros. “A gente continua numa cota sensível. Graças a Deus, estamos mais próximos de 10 do que de 12, mas ainda é um ponto de observação”, destacou o coronel.

A redução do nível das águas tem ocorrido de forma gradual, em um ritmo de menos de um centímetro por hora. De acordo com Falcão, essa lentidão se deve à predominância de chuvas tanto na capital quanto em outras regiões que alimentam a bacia.

“Temos uma vazante muito lenta. Inclusive, metade da bacia ainda representa cenário de enchente, tanto que estamos realizando missões fluviais com embarcações, aproveitando a navegabilidade do rio”, afirmou o coordenador.

Em relação ao volume pluviométrico, os dados parciais de abril já acendem um alerta para o acumulado mensal, uma vez que o município registrou 53,5 mm de chuva até o momento, somando-se aos 09,20 mm registrados apenas nas últimas 24 horas. Esse montante representa uma parcela significativa do total de 196,8 mm esperados para todo o mês, confirmando a percepção da Defesa Civil de que, proporcionalmente, as chuvas estão ocorrendo acima da média prevista para o período.

“Até agora, proporcionalmente, temos chuvas acima do esperado. Tem chovido mais do que a média para este período”, adiantou Falcão.

Previsão para o semestre

Apesar do volume hídrico elevado e da cota sensível, a Defesa Civil traz um alento para a população que reside em áreas de risco. Com base nas análises meteorológicas e hidrológicas atuais, o órgão descarta a possibilidade de um novo transbordamento neste primeiro semestre de 2026. Vale lembrar que a cota de alerta é de 13,50m e a de transbordo é de 14,00m.



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