A Secretaria de Estado de Agricultura intensifica a realização de visitas nas propriedades de cafeicultores de todo Acre. A região de Cruzeiro do Sul exige uma estratégia diferenciada em função do regime de chuvas.
“A gente trabalha com uma meta factível, considerando a capacidade operacional da equipe técnica. Hoje, o acompanhamento não consegue chegar a 100% das propriedades. Então, a estratégia é priorizar os produtores com maior potencial produtivo e interesse em qualidade, especialmente aqueles que já estão ou querem entrar no mercado de cafés especiais”, explica Michelma Lima, engenheira agrônoma e coordenadora do Núcleo da Cafeicultura da Secretaria de Estado de Agricultura.
O refino de cuidar dos processos de trabalho na colheita e pós-colheita tem relação direta com a qualidade final do produto. Como o Acre tem priorizado a produção de cafés especiais, esse é um período estratégico e que exige muita dedicação e obediências às orientações dos técnicos.
“A gente tem buscado alcançar uma parcela significativa dessas propriedades prioritárias, garantindo presença técnica principalmente nas etapas mais críticas, como colheita e pós-colheita”, afirmou a coordenadora. “Esse modelo permite otimizar o trabalho da equipe e gerar resultados mais consistentes em qualidade e valor agregado para o café do estado”.
Etapas
Existe uma sequência de cuidados muito importante, principalmente para quem busca qualidade superior no café. É o caso do Acre que tem se destacado na produção de cafés especiais.
Colheita seletiva: o primeiro ponto é a colheita seletiva. Prioriza-se os frutos no estágio “cereja”, que são os que garantem melhor qualidade de bebida. Evita-se colher frutos verdes ou muito secos misturados. Isso faz muita diferença no resultado final.
Processamento: Em seguida, vem o processamento. Isso deve ser feito o mais rápido possível após a colheita, para evitar fermentações indesejadas. Dependendo do objetivo do produtor, pode ser via natural, fermentado ou outros métodos controlados.
Secagem: Outro cuidado essencial é a secagem, que precisa ser lenta e uniforme, até atingir o teor ideal de umidade, evitando tanto mofo quanto perda de qualidade.
Armazenamento: Depois disso, entra o armazenamento, em local limpo, ventilado e protegido de umidade e odores, para preservar as características do café.
Legenda para foto: No Vale do Juruá, técnicos da Seagri intensificam as visitas às propriedades. Seguir orientações é fundamental para conseguir um produto diferenciado.