Insegurança e queda nas vendas afetam Mercado da Semsur em Rio Branco


O tradicional Mercado da Semsur, localizado na região da Baixada da Sobral, em Rio Branco, segue ativo graças à persistência de comerciantes que, há décadas, mantêm o espaço funcionando mesmo diante da queda no movimento e da sensação de insegurança. Em meio a boxes quase vazios, histórias como a da cozinheira Maria Georgette simbolizam a resistência de quem depende do local para sobreviver.

Foto: David Medeiros

Com mais de 30 anos de atuação no mercado, Maria Georgette em entrevista ao repórter do ac24horas, David Medeiros, na manhã desta quarta-feira, 08, relembrou que nem sempre trabalhou com alimentação. “Comecei com costura, fiquei quatro anos, mas depois de uma cirurgia precisei mudar. Aí fui para a comida e estou até hoje”, conta.

Segundo ela, já são cerca de 28 anos dedicados à cozinha, preparando refeições simples e caseiras para os frequentadores. Mesmo com as dificuldades, ela mantém o bom humor como marca registrada.

Foto: David Medeiros

“Se não sorrir, o pessoal pensa que a gente está com raiva”, brinca. No cardápio, pratos regionais a preços acessíveis: “A comida aqui é a partir de R$ 15. Tem galinha caipira, peixe frito, cozidão, de tudo um pouco”, explicou.

A comerciante também relembra o período em que o mercado era mais movimentado. “Já teve época que funcionavam quatro, cinco pensões. Hoje somos só duas. Teve dia de eu ficar sozinha aqui. Enquanto Deus quiser, vou ficar por aqui”, pontuou.

Outro trabalhador antigo do mercado, Fransenildo Almeida da Silva, de 67 anos, também descreve um cenário de dificuldades. Há 16 anos no local, ele afirma que o faturamento caiu drasticamente após mudanças na estrutura do espaço. “Nossa venda caiu 100%. A gente trabalhava em outro lugar, prometeram uma tenda e até hoje nada. Ficamos no fundo do mercado e não melhorou”, reclamou.

Foto: David Medeiros

Além da baixa movimentação, a insegurança é apontada como um dos principais problemas. “Aqui não tem segurança. À noite é bagunça, tem gente usando droga, brigando. Eles vêm para tentar roubar. Só não roubam porque a gente já conhece”, relatou.

Fransenildo cobra ações do poder público e sugeriu a criação de uma guarda municipal para proteger os espaços públicos. “Todo lugar tem guarda municipal. Cadê os vereadores, os deputados para ver isso? Falta prioridade. A insegurança aqui é zero, não tem. Se não fossem os vigias que ficam dentro, era pior”, completa.

 



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