
Elen Costa
Da Redação
O Ministério Público do Amapá deflagrou na manhã desta quarta-feira, 8, uma operação que teve como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro no estado.
A ação, denominada ‘Contágio’, foi coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Núcleo de Investigações (Nimp), e contou com o apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco), da Polícia Militar, Polícia Civil e do Grupo Tático Prisional do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen).
Ao todo, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão preventiva em endereços nos bairros Buritizal, Infraero I, Marabaixo IV e Nova Esperança, em Macapá. Além disso, houve ações dentro do sistema prisional e na unidade da Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac).
As investigações apontam que o grupo era comandado por detentos, com apoio de familiares e companheiras fora das unidades. Um dos principais líderes seria um ex-servidor terceirizado do Iapen, já preso por outros crimes.
Outro líder identificado é um reeducando condenado a 45 anos de prisão por um triplo homicídio ocorrido em 2010, crime que gerou grande repercussão no estado.
De acordo com o Ministério Público, o grupo criminoso estruturou um esquema de corrupção e comercialização de ilícitos dentro do presídio, com atuação interestadual.
Entre 2021 e 2025, a organização criminosa teria movimentado cerca de R$ 52 milhões em contas bancárias.
Os investigados poderão responder por tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de dinheiro. As penas, somadas, podem ultrapassar 15 anos de reclusão, além de multa.
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