Emocionada, gestora de creche agradece o Bope por resgate de servidora refém – SelesNafes.com


Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

“Quando nós vimos o Bope, eu disse: agora vai dar certo”. O desabafo é de Lana Patrícia Pereira, diretora da EMEI Luzia Costa da Silva, no bairro do Coração. Após horas de extrema tensão na tarde desta quarta-feira (8), o sentimento de angústia deu lugar ao reconhecimento. A gestora fez questão de agradecer publicamente aos policiais militares que garantiram a liberdade de uma servidora feita refém e a segurança das crianças. Para Lana, a chegada dos negociadores do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi o divisor de águas em um cenário que parecia de pesadelo. A escola, que atende 278 crianças de 3 a 5 anos, foi invadida por um detento do regime semiaberto que fugia de uma abordagem policial.

“Agradeci, primeiramente, porque em nenhum momento nós perdemos a fé. A gente viu o empenho deles em resolver, em dar uma resposta para a gente. É uma situação que a gente nunca pensou que iria passar, mas Deus está acima de tudo. Só gratidão ao trabalho de todos”, afirmou a diretora, emocionada.

Broca estava de tornozeleira quando foi abordado pela Rotam e invadiu a escola…

…e ameaçou uma servidora com uma faca

O crime começou quando o detento conhecido como “Broca”, que usa tornozeleira eletrônica, invadiu a creche portando uma arma branca após ser perseguido pela Rotam. Ele fez a servidora Neusa de refém, enquanto outras duas funcionárias, Francinete e Michelle, conseguiram se trancar em uma sala.

Lana Patrícia descreveu o momento da invasão como um “misto de sentimentos” que começou com a incredulidade.

“Eu pensei: gente, acho que é uma brincadeira. Mas quando você chega no local e vê a situação, é uma angústia sem tamanho”.

WhatsApp

Mesmo à distância, a diretora e a equipe utilizaram o WhatsApp para confortar as colegas que estavam sob a mira do criminoso. Enquanto os negociadores do Bope dialogavam com o sequestrador — que exigia a presença da imprensa e da companheira para se entregar —, uma operação estratégica conseguiu retirar todos os alunos em segurança, muitos deles saindo pelas janelas da unidade.

Lana: em nenhum momento perdemos a fé. Fotos: Rodrigo Índio/Portal SN

Policiais que participaram da operação

Comandante do Bope, tenente-coronel Wilkson: ocorrência sem vítimas. Fotos: Rodrigo Índio/Portal SN

“Temos a satisfação de entregar uma ocorrência sem vítimas fatais. A senhora foi entregue ilesa para sua família e o causador foi preso para responder judicialmente”, destacou  tenente-coronel Wilkson, comandante do Bope, destacou o sucesso da operação.

Com o fim do cerco e a rendição do criminoso, que alegou ter agido por “medo de morrer”, o foco da diretora agora se volta para o bem-estar da equipe.

“Agora a gente só quer que as meninas fiquem bem. O trauma psicológico a gente vai lidar”, concluiu Lana, que já conta com o suporte da Secretaria Municipal de Educação (Semed) para o acolhimento das servidoras e alunos após o episódio traumático.





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