A discussão sobre a atualização dos limites de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), das microempresas e das empresas optantes pelo Simples Nacional voltou ao centro do debate político e econômico no país. O tema ganhou novo fôlego com a retomada das discussões em torno do Projeto de Lei Complementar 108/2021, que propõe a revisão de faixas consideradas defasadas por representantes do setor produtivo. Entre os principais pontos em debate está o aumento do teto anual de faturamento do MEI, que hoje é de R$ 81 mil e poderá passar para R$ 130 mil. A proposta também prevê a possibilidade de contratação de até dois empregados nessa categoria. No caso das empresas enquadradas no Simples Nacional, a discussão gira em torno da atualização dos limites de faturamento, congelados há anos, apesar da inflação acumulada no período. Em versões já debatidas na Câmara dos Deputados, o teto para empresas de pequeno porte foi projetado para algo em torno de R$ 8,7 milhões. Para entidades e lideranças ligadas aos pequenos negócios, a revisão desses valores não representa a criação de um benefício novo, mas sim uma correção necessária diante da realidade econômica. O argumento é de que muitos empreendedores deixaram de se enquadrar no regime simplificado não por crescimento real das empresas, mas pelo aumento dos custos, pela elevação nominal do faturamento e pela manutenção de limites que não acompanharam a inflação. O avanço da proposta, no entanto, enfrenta resistências. De um lado, há pressão de setores que defendem a atualização dos tetos como medida de justiça tributária e de fortalecimento dos pequenos negócios. De outro, o governo demonstra preocupação com os possíveis impactos na arrecadação. Em debates anteriores sobre o tema, estimativas da Receita Federal apontaram perdas bilionárias com a correção das faixas, argumento contestado por defensores da medida, que sustentam que uma tributação mais ajustada à realidade pode, ao contrário, estimular a formalização, ampliar a base de contribuintes e favorecer o crescimento da arrecadação. A mobilização em torno do projeto também ganha peso em um ano eleitoral, em que pautas ligadas ao empreendedorismo e à geração de renda tendem a ganhar maior visibilidade no Congresso Nacional. Para representantes dos pequenos negócios, a atualização dos limites é uma forma de garantir fôlego, previsibilidade e respeito a quem empreende, especialmente em um cenário de custos crescentes e pressão sobre a atividade econômica. Além da discussão técnica e política, lideranças do setor reforçam que a participação dos próprios empreendedores pode ser decisiva para pressionar o Congresso. A avaliação é de que a atualização do teto do MEI e do Simples não é favor, mas correção, justiça e uma forma de impedir que o pequeno negócio continue pagando sozinho a conta da inflação. Por isso, a orientação é para que microempreendedores individuais, microempresários e pequenos empresários entrem em contato com os deputados federais de Rondônia e cobrem posicionamento em defesa da pauta. Os contatos divulgados para mobilização são os seguintes: Thiago Flores, pelo número (69) 99211-1522; Fernando Máximo, pelo número (69) 98130-6504; Cristiane Lopes, pelo número (69) 99941-0112; Coronel Chrisóstomo, pelo número (61) 99314-4334; Rafael Fera, pelo número (69) 99212-1750; Lúcio Mosquini, pelo número (61) 99927-1994; Sílvia Cristina , pelo número (61) 99695-0012; e Maurício Carvalho, pelo número (69) 99961-1581. A mensagem defendida por representantes da categoria é direta: pressionar, cobrar e participar. Para o setor, pequenos negócios mais fortes significam também um país mais forte, com mais geração de renda, emprego e desenvolvimento. Assista:
Parceria entre SIMPI e Pop Bank amplia acesso a crédito para inscritos no CadÚnico em Porto Velho
Uma parceria entre o SIMPI e a Pop Bank, empresa terceirizada do Banco da Amazônia, está ampliando o acesso ao crédito facilitado para pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) em Porto Velho. A iniciativa busca apoiar pequenos empreendedores, autônomos e trabalhadores informais que desejam investir no próprio negócio, aumentar a renda ou começar uma atividade produtiva com mais estrutura e orientação. Por meio do Programa Basa Acredita, os beneficiários podem ter acesso a crédito orientado de até R$ 21 mil. A linha é voltada especialmente para públicos como feirantes, cabeleireiros, ambulantes, artesãos, mecânicos, costureiras e outros profissionais que trabalham por conta própria e precisam de apoio financeiro para crescer. Segundo as informações divulgadas, o crédito conta com taxa de 2,74% ao mês, prazo flexível e parcelamento em até 12 meses. Além do financiamento, a proposta também prevê atendimento com orientação para o negócio, com foco no uso consciente do crédito como ferramenta de fortalecimento da atividade empreendedora. A ação surge como uma oportunidade para quem precisa ampliar a estrutura do trabalho, comprar equipamentos, reforçar o capital de giro ou tirar do papel a ideia de empreender. O mais interessante é não haver quase nenhuma burocracia para o futuro tomador do empréstimo, já que pode fazer a solicitação pelo whats disponibilizados apresentado só CPF e demais dados da empresa. A expectativa é que a parceria contribua para estimular a geração de renda e fortalecer pequenos negócios entre famílias inscritas no CadÚnico. Os associados e usuários do Simpi interessados em saber mais sobre o programa podem buscar atendimento pelos canais do SIMPI, pelos telefones (69) 98406-9045 e (69) 99933-0396, ou ainda pelo contato (69) 99996-8390.

O cenário econômico global segue marcado por incertezas, e, infelizmente, as perspectivas não são tão animadoras quanto se esperava meses atrás. No final de 2025, havia uma expectativa relativamente otimista de queda da taxa de juros, com projeções indicando uma redução de 15% para 12,25%. No entanto, o agravamento das tensões geopolíticas, especialmente envolvendo o conflito entre Irã e Estados Unidos, alterou de forma significativa esse panorama, trazendo impactos diretos sobre inflação, custos produtivos e decisões empresariais. Segundo o professor do Insper Roberto Dumas, o principal efeito desse conflito está no chamado choque de oferta. A destruição e a ameaça à infraestrutura energética elevam os preços de insumos essenciais como petróleo, diesel, fertilizantes e, consequentemente, alimentos. Mesmo que o conflito tenha uma resolução relativamente rápida, a recomposição dessa infraestrutura pode levar meses, prolongando os efeitos inflacionários. Esse aumento de custos se espalha por toda a cadeia produtiva, pressionando empresas e consumidores. Como resultado, a inflação tende a subir, podendo voltar ao patamar de 4,5% ou até alcançar 5%, enquanto a taxa de juros deve permanecer em níveis elevados, possivelmente estabilizando-se entre 13% e 13,5%. Para pequenas e médias empresas, esse cenário é especialmente desafiador, pois encarece o crédito e reduz a capacidade de consumo da população, já bastante comprometida com dívidas e encargos financeiros. Diante desse contexto, é fundamental adotar uma postura cautelosa. A combinação de inflação mais alta, juros resilientes e instabilidade geopolítica exige planejamento, controle financeiro rigoroso e decisões estratégicas mais conservadoras. Ainda que o governo tente mitigar parte desses efeitos, especialmente no preço dos combustíveis, há limitações estruturais que dificultam uma resposta imediata e eficaz. Assim, compreender o cenário macroeconômico torna-se essencial para atravessar um período que tende a ser mais desafiador para a atividade econômica. Assista:
Devedor Contumaz: o que é, como a lei define e sanções previstas
O início do ano trouxe mudanças relevantes no campo tributário, com a sanção de uma nova lei que institui a figura do devedor contumaz e amplia o debate sobre os direitos dos contribuintes no Brasil. A regulamentação recente, feita por meio de portaria conjunta da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, detalha como essas medidas serão aplicadas na prática, estabelecendo critérios objetivos e procedimentos administrativos para sua implementação. Segundo Marcos Tavares, o devedor contumaz será caracterizado por inadimplências reiteradas e estruturadas, com débitos superiores a R$ 15 milhões e que ultrapassem o patrimônio declarado da empresa. Nesses casos, será instaurado um processo administrativo que permitirá ao contribuinte apresentar defesa e buscar a regularização, sendo analisado não apenas o valor da dívida, mas também a conduta da empresa especialmente se há intenção deliberada de burlar o sistema tributário e obter vantagem competitiva indevida. A legislação também prevê incentivos para empresas que mantêm regularidade fiscal, como possíveis benefícios tributários e a criação de selos de conformidade, que podem facilitar o acesso a novos mercados. Por outro lado, as penalidades para os devedores contumazes são rigorosas e incluem sanções que podem impactar diretamente a continuidade das atividades, como a inaptidão do CNPJ, restrições em contratos públicos e até impedimentos relacionados à recuperação judicial. Apesar do caráter mais severo das medidas, a norma também reforça garantias fundamentais aos contribuintes, como o direito à ampla defesa, acesso integral aos processos administrativos e maior transparência nas ações de fiscalização. Nesse contexto, o momento exige atenção redobrada das empresas quanto à conformidade tributária, além de adaptação aos novos procedimentos, para garantir não apenas a regularização fiscal, mas também a sustentabilidade de suas operações em um ambiente regulatório mais rigoroso. ASSISTA:

O cenário internacional segue marcado por elevada instabilidade, com tensões geopolíticas e movimentos de política monetária em grandes economias impactando diretamente países emergentes como o Brasil. Conflitos envolvendo potências globais, aliados estratégicos e regiões produtoras de energia, somados a possíveis mudanças nas diretrizes econômicas de países como Japão e Estados Unidos, criam um ambiente de incerteza que se reflete nos mercados financeiros, no câmbio e na inflação. O economista Otto Nogami, analisa que a forte dependência do Brasil em relação ao capital estrangeiro torna a economia nacional especialmente sensível a esses movimentos externos. A elevação dos preços do petróleo, por exemplo, decorrente de conflitos no Oriente Médio, impacta diretamente os custos logísticos, especialmente em um país onde o transporte rodoviário predomina pressionando a inflação. Ao mesmo tempo, a possibilidade de aumento de juros em economias como o Japão pode provocar a saída de capital estrangeiro do Brasil, pressionando o câmbio e contribuindo para a desvalorização da moeda. Esse conjunto de fatores gera efeitos em cadeia: o encarecimento das importações eleva custos de produção, enquanto medidas do governo para conter os impactos, como subsídios, podem pressionar as contas públicas. Assim, a combinação entre inflação, câmbio e política fiscal aponta para uma possível deterioração, ainda que marginal, do cenário econômico. Diante desse contexto, as projeções de crescimento para 2026 tendem a ser revisadas para baixo, especialmente quando somadas às incertezas do período eleitoral. O resultado é uma expectativa de desempenho econômico mais moderado, reforçando a necessidade de cautela e planejamento por parte de empresas e agentes econômicos. ASSISTA:




