Alagoinhas (BA) avança em consulta pública para plano de mobilidade urbana



Encontros com usuários e profissionais do transporte discutem melhorias e prioridades no sistema

ARTHUR FERRARI

A Prefeitura de Alagoinhas (BA) deu continuidade à etapa de consulta pública do Plano Municipal de Mobilidade Urbana (Plamob), com a realização de encontros voltados à coleta de sugestões e avaliação das condições atuais do transporte e da mobilidade na cidade. A iniciativa busca reunir contribuições da população e de representantes de diferentes setores para subsidiar a elaboração das políticas públicas na área.

Na última semana, duas atividades foram realizadas, uma no Colégio Modelo e outra no Terminal Rodoviário, no Centro, onde passageiros foram abordados para apresentar demandas e opiniões. As reuniões contam com a participação da Secretaria Municipal de Mobilidade e Ordem Pública (Semorp) e do Gabinete do Vice-Prefeito (Gavipre).

O Plamob é desenvolvido com base na Lei Federal nº 12.587/2012, que institui a Política Nacional de Mobilidade Urbana, e integra o Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM). A construção do plano segue metodologia técnico-participativa, reunindo dados operacionais e informações obtidas diretamente com a população.

“Seguimos reafirmando o compromisso do prefeito Gustavo Carmo com decisões amplamente dialogadas”, destacou o secretário municipal de Mobilidade Urbana e Ordem Pública, Hilton Ribeiro.

Durante os encontros, usuários e profissionais do transporte coletivo apresentaram avaliações sobre o funcionamento das linhas, apontaram dificuldades e sugeriram melhorias. Segundo a coordenadora técnica do gabinete do vice-prefeito, Flávia Manoela Barbosa, as contribuições serão incorporadas ao plano.

“Quem entende o problema é quem usa o transporte público. Iniciamos nossas falas trazendo um diagnóstico situacional das linhas. As rodas de conversa são preparadas seguindo uma escuta ativa, na qual as pessoas relatam os problemas do transporte público na cidade. Assim, identificamos os principais problemas, quais são os desafios enfrentados, quais são os pontos que precisam melhorar urgentemente, o que vem funcionando bem e deverá ser mantido e quais são as soluções propostas pela população. Tudo o que for apontado será incluído no Plamob”, explicou Flávia Manoela Barbosa.

Representando a empresa Alagoinhas Transportes Públicos (ATP), Jorge Washington Bueno também comentou a importância da participação popular no processo.

“A gente está aqui em um processo de escuta da população, com diversos segmentos ligados à mobilidade urbana. Todo o processo de uma empresa de transporte coletivo passa por entender para atender. Então, nada melhor do que ouvir as pessoas, permitir que elas exponham suas necessidades, para que a gente possa compreender melhor as demandas e, assim, oferecer um serviço mais adequado. Vamos aguardar esse resultado de escuta, que é algo novo para a cidade, e, assim, entraremos em ação”, frisou.

Usuários do transporte público também participaram das consultas e relataram dificuldades enfrentadas no dia a dia. “Quem usa o transporte público é quem realmente entende os problemas. Esse tipo de pesquisa é importante, sim, e acredito que pode trazer mudanças e melhorias”, disse Reginaldo Bispo.

Moradora do bairro Miguel Velho, Rosaria dos Santos destacou a importância da escuta direta com a população. “É importante porque a gente não tem vez, não tem voz. Eu mesma nunca tinha sido escutada. É a primeira vez que alguém me pergunta sobre o transporte público. A gente espera que melhore, que essas informações realmente sejam levadas em consideração”, apontou.

A agenda de consultas públicas do Plamob continua ao longo de abril. No dia 7, será realizado encontro com mototaxistas; no dia 9, com motoristas de aplicativos; no dia 14, com ciclistas; no dia 16, com pedestres e pessoas com deficiência; no dia 22, com comerciantes na CDL; no dia 23, com integrantes da União das Associações Comunitárias Rurais de Alagoinhas (UARA); no dia 28, com taxistas; e no dia 30, com motoristas, empresas e usuários do transporte alternativo.

Arthur Ferrari, para o Diário do Transporte

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