
A senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR) apresentou três requerimentos ao governo federal cobrando informações e providências sobre as restrições de circulação na BR-174, no trecho que corta a Terra Indígena Waimiri-Atroari.
Os pedidos foram direcionados aos ministérios dos Povos Indígenas, da Justiça e Segurança Pública e dos Transportes, com foco em dados atualizados e medidas concretas sobre o problema.
Nos documentos, a parlamentar questiona quais estudos técnicos recentes o governo possui sobre os impactos sociais, econômicos e logísticos das restrições.
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Além disso, ela cobra informações sobre efeitos diretos no abastecimento de Roraima, no transporte de pacientes, na logística regional e no custo do frete.
Outro ponto central é a existência de alternativas. A senadora pede esclarecimentos sobre estudos que avaliem soluções operacionais ou tecnológicas capazes de conciliar a proteção indígena e ambiental com a mobilidade na rodovia.
Ela também questiona se o governo avalia atualizar os protocolos atuais, considerando mudanças tecnológicas e logísticas ao longo dos últimos anos.
Os requerimentos ainda solicitam informações sobre políticas públicas voltadas às comunidades Waimiri-Atroari, incluindo ações de desenvolvimento social, saúde e mobilidade, além de programas que respeitem a autonomia cultural dos povos indígenas.
Outro ponto cobrado é o diálogo institucional entre União, governo de Roraima e comunidades indígenas para aprimorar as soluções existentes.
Segundo a senadora, a iniciativa busca trazer o debate para o campo técnico e atualizado. “Quem vive em Roraima sente esse problema na prática”, afirmou.
O tema envolve um histórico de mais de duas décadas. Nos próprios requerimentos, a parlamentar destaca a necessidade de reavaliar os efeitos das restrições à luz da realidade atual.
Na prática, a BR-174 é a principal ligação terrestre do estado com o restante do país, o que amplia o impacto de qualquer limitação no tráfego.
Ao mesmo tempo, a restrição noturna no trecho foi mantida por decisão judicial em 2024, com respaldo do Ministério Público Federal, como forma de proteção ao povo Waimiri-Atroari e ao meio ambiente.
A medida prevê exceções para ambulâncias, cargas perecíveis e ônibus interestaduais.
Com os requerimentos, a senadora busca reunir informações oficiais e pressionar por soluções para um entrave considerado histórico na logística de Roraima.