Rio Branco cria programa “Farmácia Verde” para integrar plantas medicinais à rede pública de saúde


A partir de agora, a natureza será uma aliada oficial da saúde em Rio Branco. Foi publicada nesta segunda-feira, 6, a lei que cria o programa Farmácia Verde. Na prática, isso significa que a prefeitura vai oferecer plantas medicinais e remédios feitos a partir de vegetais (os chamados fitoterápicos) para os pacientes da rede pública.

O projeto, proposto pelo vereador Joabe Lira e sancionado pelo ex-prefeito Tião Bocalom, quer aproveitar o conhecimento dos antigos e a variedade de plantas do Acre para oferecer mais opções de tratamento aos moradores.

Como vai funcionar?

O programa será implantado gradualmente em três etapas principais: primeiro, com a oferta de plantas frescas e orientações sobre o uso correto; em seguida, com a entrega de plantas já secas e trituradas para o preparo de chás em casa; e, por fim, com a produção de remédios de laboratório, como comprimidos, pomadas e xaropes, fabricados sob rigorosas normas de segurança.

A “Farmácia Verde” não traz benefícios apenas para quem está doente. A nova lei também quer ajudar quem vive no campo. A prefeitura pretende comprar essas plantas de agricultores familiares e comunidades tradicionais, gerando renda para quem planta e cuida da terra em nossa região.

Segurança em primeiro lugar

Para garantir que ninguém use plantas de forma errada, os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) passarão por treinamentos obrigatórios. Eles serão capacitados para receitar e acompanhar o uso desses remédios naturais com segurança. Além disso, a prefeitura fará parcerias com universidades para estudar as plantas do Acre e descobrir novos tratamentos.

A lei já está valendo, e Rio Branco agora se prepara para organizar os locais de cultivo e a distribuição desses “remédios da floresta” para a comunidade.Rio Branco cria programa "Farmácia Verde" para integrar plantas medicinais à rede pública de saúde



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