Projeto que prevê programa contra cigarro eletrônico avança na Câmara


A Câmara Municipal de Boa Vista aprovou por 18 votos nesta terça-feira (7), em primeiro turno, o Projeto de Lei do vereador Prof. Dr. Thiago Reis (PSD) que cria o Programa Municipal de Conscientização e Combate ao Consumo de Cigarro Eletrônico.

A proposta foca na prevenção e na informação, especialmente entre crianças, adolescentes e jovens, mesmo com a proibição já existente do produto na capital.

A votação da medida deve ser concluída nessa quarta (18). Se aprovada em definitivo, o prefeito Marcelo Zeitoune (PL) terá até 90 dias para regulamentá-la ou vetá-la.

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Segundo o autor, o objetivo é preencher uma lacuna: a falta de políticas públicas voltadas à conscientização sobre os riscos do uso.

“Já existem políticas de comercialização dos cigarros eletrônicos, mas falta ainda políticas de conscientização das pessoas”, afirmou Thiago Reis.

O vereador Prof. Dr. Thiago Reis (Foto: Reynesson Damasceno/CMBV)O vereador Prof. Dr. Thiago Reis (Foto: Reynesson Damasceno/CMBV)
O vereador Prof. Dr. Thiago Reis (Foto: Reynesson Damasceno/CMBV)

Ele destacou que, apesar da proibição, o acesso ao produto continua ocorrendo, inclusive entre estudantes.

“Eu vejo em sala de aula muitos alunos com discurso de ‘não faz mal, não tem nicotina’”, disse.

Ainda conforme o vereador, estudos recentes apontam o surgimento de doenças pulmonares em usuários mais jovens.

“A DPOC, que atingia fumantes a partir de 40 anos, hoje atinge adultos com 28 anos que estão fumando há cinco anos o cigarro eletrônico”, completou.

Ações previstas no programa

O projeto prevê campanhas educativas em escolas públicas e privadas, além de ações em unidades de saúde, espaços públicos e redes sociais.

Também inclui capacitação de professores, profissionais de saúde e agentes comunitários, além da realização de debates, oficinas e seminários sobre os impactos do uso.

Outra frente é a criação de parcerias com universidades, conselhos tutelares e organizações da sociedade civil.

Apesar da abrangência, o autor ressaltou que a proposta não gera custos diretos, já que apenas institui o programa dentro da estrutura existente.

Debate sobre proibição e mercado paralelo

Durante a discussão, o vereador Bruno Perez, líder da Prefeitura na Câmara e autor da lei que proibiu o cigarro eletrônico na cidade, criticou os efeitos colaterais da medida. Ele relatou que a proibição acabou inflacionando o mercado ilegal.

“Um vendedor de cigarro eletrônico me agradeceu ironicamente pela lei porque o produto passou a ser vendido mais caro. É um absurdo”, afirmou.



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