Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A Polícia Federal recebeu documentos que comprovam que, horas após a operação que afastou o prefeito Antônio Furlan (PSD) e o vice e secretário de Finanças, Mário Neto (Podemos), foram realizados vários pagamentos elevados a empresas. Uma delas, de acordo com apuração do Portal SelesNafes.Com, recebeu mais de R$ 2,6 milhões às 14h33 do dia 4 de março, ou seja, cerca de 8 horas após o cumprimento dos mandados expedidos pelo Supremo, a pedido da PF. A Operação Paroxismo foi deflagrada às 6h do dia 4 de março, afastando imediatamente o prefeito, o vice e a secretária de Saúde, Erika Aimoré, em um inquérito que apura fraude na licitação do Hospital Municipal e desvio de dinheiro para clínicas do casal Furlan. Logo em seguida, houve a exoneração espontânea de todos os secretários.
Para realizar um pagamento, são necessárias duas chaves de acesso à conta da prefeitura, e cada secretário municipal possuía uma chave. A prefeitura suspeita que pelo menos o último pagamento, do dia da operação, tenha sido efetuado de forma antecipada antes que o comando político da prefeitura mudasse de mãos, neste caso para Pedro Dalua.
No sistema da prefeitura, é possível identificar o pagamento para a empresa TOP Construções e Serviços LTDA no valor total de R$ 2,6 milhões apenas dois dias após o empenho. De acordo acordo com o empenho, o contrato seria pelo aluguel de máquinas.

Renivaldo Costa, porta-voz do Gabinete de Emergência da PMM: documentos serão periciados

Os documentos foram entregues à PF pelo gabinete de emergência da Prefeitura de Macapá, que está sendo comandada interinamente pelo presidente da Câmara, Pedro Dalua (PSD).
“Todos os registros foram enviados à Polícia Federal, que vai atestar a regularidade ou não desses pagamentos”, comentou o porta-voz do Gabinete de Emergência, Renivaldo Costa, acrescentando que as movimentações serão periciadas.