Ex-secretário que caiu após contrato de aluguel com a tia vira aposta de Furlan: ‘grande profissional’ – SelesNafes.com


Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

O ex-secretário municipal de Educação de Macapá, Madson Millôr, voltou ao cenário político ao anunciar pré-candidatura a deputado estadual, nesta terça-feira (7), integrando o grupo liderado pelo ex-prefeito afastado Antônio Furlan (PSD). Durante o lançamento, Furlan fez elogios públicos ao aliado e destacou sua atuação na prefeitura e disse que os dois são grandes amigos. “Um amigo e um grande profissional. Desempenhou um trabalho maravilhoso em todas as pastas da prefeitura. Só tenho certeza que a sua candidatura só irá crescer”, afirmou o ex-prefeito, referindo-se à Semed e à Macapaprev.

A reaproximação política ocorre menos de um ano após Millôr deixar o comando da Secretaria Municipal de Educação (Semed) em meio a um escândalo administrativo. Em junho de 2025, ele pediu exoneração sob forte pressão interna depois da revelação de que a pasta havia alugado um imóvel pertencente à própria tia do secretário.

O contrato previa o pagamento de cerca de R$ 25 mil mensais, totalizando R$ 300 mil ao ano, para um ponto comercial localizado no bairro do Trem. O espaço seria utilizado como arquivo da Semed, mas não apresentava estrutura adequada para essa finalidade, com documentos armazenados de forma precária e sem organização.

A repercussão do caso gerou desgaste político imediato e levou à saída de Millôr do cargo, ainda durante a gestão de Furlan. À época, vereadores chegaram a discutir a convocação do então secretário para prestar esclarecimentos sobre o contrato e o possível conflito de interesses.

Na Macapaprev, em 2021

Cadastro mostra que tia de Madson é proprietária do imóvel

Caixas de documentos espalhadas em local com contrato de R$ 300 mil

Agora, o ex-secretário retorna ao debate público em um contexto ainda mais sensível para o grupo político ao qual está ligado. O próprio Furlan renunciou ao cargo de prefeito um dia após ser afastado por decisão judicial, no âmbito de investigações da Polícia Federal sobre supostas fraudes em licitações do Hospital Municipal de Macapá.

As apurações também investigam a movimentação de cerca de R$ 3 milhões que teriam sido destinados a clínicas ligadas ao ex-prefeito e à esposa, Rayssa Furlan, hoje pré-candidata ao Senado.





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