De Macapá (AP)
No Amapá, cerca de 110 homens condenados por violência doméstica são monitorados mensalmente por tornozeleiras eletrônicas, dentro de um sistema criado para reforçar a proteção de mulheres com medida protetiva. O acompanhamento é feito pela Central de Monitoramento Eletrônico do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), que cruza em tempo real a localização dos agressores com a das vítimas.
O mecanismo funciona junto com o chamado “botão do pânico”, um aparelho semelhante a um celular entregue à vítima. Caso o agressor se aproxime da chamada zona de exclusão — área determinada pela Justiça onde ele está proibido de chegar — o sistema dispara alertas e permite que a polícia seja acionada rapidamente.

Desde 2025, não houve feminicídios envolvendo homens que estavam sendo monitorados pelo sistema. Fotos: Divulgação GEA/Iapen
Segundo o Iapen, desde 2025 não houve registros de feminicídio nem novas agressões graves envolvendo homens monitorados pelo sistema, o que reforça a eficácia da tecnologia no acompanhamento de casos de violência doméstica.
Mesmo assim, ocorrências ainda são registradas. No último ano, foram cerca de 30 episódios envolvendo monitorados, a maioria por tentativa de aproximação indevida da vítima ou descumprimento das regras impostas pela Justiça. Em todos os casos, os responsáveis foram identificados e reconduzidos ao Judiciário.