Rio Branco cria programa “Mães de Anjos” para apoiar famílias em luto gestacional e neonatal


Famílias que enfrentam a perda gestacional, natimortos ou mortes neonatais passam a contar com uma política pública específica em Rio Branco. A criação do Programa Municipal “Mães de Anjos” foi oficializada na edição desta segunda-feira, 6, do Diário Oficial do Estado (DOE), por meio da Lei nº 2.682/2026.

A iniciativa, sancionada pelo prefeito Tião Bocalom e de autoria do vereador Leôncio Castro, tem como foco oferecer acolhimento e suporte a famílias que vivenciam esse tipo de luto, considerado sensível e muitas vezes invisibilizado.

O que prevê o programa

A lei estabelece diretrizes para o atendimento às famílias, com quatro eixos principais:

  • Oferta de acolhimento psicológico por profissionais capacitados
  • Orientação jurídica e social sobre direitos e serviços disponíveis
  • Ações de conscientização para ampliar o debate sobre o luto gestacional
  • Incentivo à criação de grupos de apoio entre famílias

O objetivo é estruturar uma rede de apoio que atue tanto no acompanhamento emocional quanto na orientação prática durante o período de luto.

Implementação

De acordo com o texto, caberá ao Poder Executivo regulamentar a aplicação da lei, definindo os órgãos responsáveis pela execução das ações.

A legislação também permite a formação de parcerias com universidades, entidades da sociedade civil e outras instituições, como forma de ampliar o alcance e fortalecer o atendimento.

Com a publicação, o programa passa a integrar oficialmente as políticas públicas do município, com foco na saúde mental e assistência social.

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