Entre os dias 2 e 5 de abril, o festival promovido pelo INSTITUTO VAMOS FAZER (Instituto de Empreendedorismo, Inovação e Pesquisa) ganhou destaque na Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, que recebeu uma intensa movimentação turística e pôde oferecer novas experiências culturais, em estrutura, para diversos públicos em todos os dias do evento.
Com entrada gratuita, buscando transformar o espaço além de lazer e apreciação, foram apresentados os destaques das riquezas do rio Madeira, oportunizando vivências que compõem história e gastronomia, deixando ressignificação e potências do Norte nas memórias de quem visitava.

A diversidade de peixes nos aquários, incluindo espécies raras, chamou a atenção de quem passava pelo estande, despertando curiosidade e incentivando os visitantes a esclarecer dúvidas com pesquisadores acadêmicos e especialistas da área.
Gastronomia
O evento enfatizou diversas opções no cardápio, fazendo jus ao festival com comidas da culinária regional, peixes em diversas formas de preparo com uso de temperos naturais, especialmente o tambaqui frito, que foi um dos mais prestigiados da noite no paladar rondoniense.

Não faltaram sobremesas como sorvetes de frutas, açaí gelado e biscoitos artesanais preparados por renomados chefs, com ingredientes que valorizam a identidade amazônica, trazendo vivências para aqueles que apreciam um bom paladar regional.
Empreendedores
O festival reuniu mais de 15 empreendedores em diversos nichos, que aproveitaram a oportunidade para mostrar o que de melhor o Norte tem a oferecer para a comunidade e turistas. O momento é visado por muitos empreendedores para fortalecer a conexão de suas marcas com o público, valorizando a obra-prima da região.
Artesanatos indígenas foram apresentados em diversas formas, como pulseiras e colares, assim como vestuários e decorações. Também houve quem buscasse apresentar esculturas a partir de materiais como linhas e pregos, representando aves e animais.

Escritores que defendem a preservação ambiental compartilharam suas obras literárias, enquanto artistas plásticos demonstraram, por meio da pintura, suas expressões ribeirinhas. A programação contou ainda com músicos que transformaram o ambiente em descontração, com músicas beiradeiras e outros ritmos.
Para a escritora Célia Marques, autora da obra “Bóra lá Cuirá”, o festival é um espaço para celebrar a cultura beiradeira e mostrar a força da literatura regional. Seu livro conta a história de duas meninas que amavam viver em contato com a natureza no sítio da tia Jurema e, mesmo depois de adultas, sempre voltam ao local para reviver as memórias da infância.
Economia criativa
Além do momento cultural, o evento também representa uma oportunidade para o fortalecimento da economia criativa, da pesca esportiva e do networking, por meio dos diversos talentos de Porto Velho, comércios locais e iniciativas que promovem melhor distribuição de renda.
O festival também contribui para o fortalecimento do turismo, ampliando sua visibilidade e reforçando sua relevância em nível nacional.




