Cerca de 800 indígenas participam, desde a manhã desta segunda-feira (6), do VI Acampamento Terra Livre (ATL/RR), realizado na comunidade Mangueira, na região de Amajari, ao longo da RR-203. O ato reúne lideranças, jovens e representantes de diversas regiões do estado e tem como um dos principais focos o pedido de justiça pela morte do líder indígena Gabriel Ferreira, ocorrida em fevereiro deste ano.


O evento acontece no Centro Regional de Educação Indígena do Amajari Noêmia Peres e segue até o dia 12 de abril. De acordo com os organizadores, a mobilização também busca fortalecer a luta por direitos indígenas, como demarcação de terras, melhorias nas áreas de saúde e educação, além da defesa ambiental.
A morte de Gabriel Ferreira é um dos temas centrais desta edição. O corpo do jovem foi encontrado após dez dias de buscas, e o laudo da Polícia Civil apontou hipóteses de acidente ou homicídio, sem conclusão definitiva. Lideranças indígenas contestam o resultado e pedem aprofundamento das investigações, além da participação de órgãos federais no caso.


Com o tema “Quem matou Gabriel? Mexeu com um, mexeu com todos”, o acampamento reúne representantes de regiões como Baixo Cotingo, Serra, Alto Cauamé, Tabaio, Amajari, Wai Wai, Murupu, Serra da Lua, Raposa, Alto Miang e Itacutu. Durante a programação, estão previstos debates, palestras, apresentações culturais e exposição de artesanato.




Paralelamente à mobilização em Roraima, uma comitiva com cerca de 30 lideranças indígenas do estado participa do Acampamento Terra Livre em Brasília. O grupo acompanha atividades como debates, marchas e articulações no Congresso Nacional, com foco na defesa de políticas públicas e direitos indígenas.
Considerado a maior mobilização indígena do país, o Acampamento Terra Livre tem como objetivo dar visibilidade às pautas dos povos originários e promover o diálogo sobre questões que impactam diretamente essas comunidades.
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