Brasília – Na Copa de 1978, a Escócia chegou à Argentina sob a promessa audaciosa do técnico Ally MacLeod de que seriam campeões. Contudo, no último jogo da primeira fase, o cenário era desolador: precisavam vencer a poderosa Holanda por três gols de diferença para sobreviver. Diante da “Laranja Mecânica”, vice-campeã mundial e expoente do Futebol Total, Archie Gemmill assinou uma das maiores pinturas da história das Copas.

(Foto: Divulgação FIFA)
Aos 23 minutos da etapa final, o meio-campista — que não era conhecido pelo faro de artilheiro — teve um lampejo de gênio. Gemmill escapou de um carrinho de Wim Jansen, driblou o lendário Ruud Krol, aplicou uma caneta em Jan Poortvliet e tocou com categoria por cima do goleiro Jan Jongbloed.
O gol colocou o 3 a 1 no placar e deixou o milagre a um passo de distância. Embora a classificação não tenha vindo, a vitória e o drible histórico de Gemmill permanecem como o auge do orgulho escocês em mundiais.