Os dois surtos de febre aftosa na China abrem possibilidade para que as medidas de salvaguardas possam ser flexibilizadas por Pequim. Os especialistas ouvidos pelos principais sites de notícias do país foram cautelosos com o otimismo por ignorarem a extensão e a capilaridade do problema.
Aqui no Acre, caso o governo chinês revisse as medidas de salvaguardas e suspendesse o regime de cotas, não haveria impacto direto, já que não há frigoríficos locais habilitados para a China. Mas o impacto viria de forma indireta: com menos carne abastecendo o mercado interno, o Acre poderia preencher esta lacuna.
“É bom para o setor no Brasil, mas é preciso ter cautela nesse momento. Vamos aguardar”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Acre, Murilo Leite.
A prudência é oportuna. Até a tarde desta quinta-feira (2), os casos ainda não constavam no sistema da Organização Mundial de Saúde Animal. O último caso de aftosa na China aconteceu em 2025.