O tradicional ovo de Páscoa ganhou um toque regional neste ano com a criação de um ovo amazônico desenvolvido pela empresária Patrícia Ganum, em parceria com a loja Made in Acre. A proposta foi unir o chocolate aos sabores típicos da região Norte, como cupuaçu e castanha, valorizando ingredientes locais e a cultura amazônica.
A ideia, segundo a empresária, foi criar um produto que tivesse o gosto de quem nasceu e cresceu na Amazônia. O ovo é produzido de forma artesanal e leva geleia de cupuaçu e castanha, que garante a crocância. A embalagem também foi pensada com foco ambiental: a caixa é reaproveitável, personalizada e traz elementos que remetem ao meio ambiente.
Segundo a proposta das empresas, o objetivo é valorizar produtos acreanos e destacar ingredientes regionais em um dos períodos mais importantes para o setor de chocolates. Todo o processo é artesanal, desde a produção da geleia de cupuaçu até a preparação da castanha e a montagem do ovo, que foi desenvolvido para ter diferentes texturas.
“Eu sempre fui apaixonada por cupuaçu, então a ideia foi juntar o cupuaçu com a castanha. Ano passado a gente produziu esse ovo com geleia de cupuaçu e castanha, que é uma combinação incrível.”, conta Patrícia.

O produto, que une doce regional e embalagem artesanal, já havia feito sucesso no ano passado e, neste ano, a procura aumentou. Antes mesmo da chegada da Páscoa, parte da produção já estava esgotando.
“Então é bom agendar o quanto antes. Inclusive, a gente está com as encomendas e eu pretendo estender, sim, um pouquinho mais, porque a Páscoa chegou muito rápido e está passando muito rápido, o tempo não para. Então, a minha ideia é continuar pelo menos até a primeira quinzena do mês de abril”, afirma.

Uma cozinha pequena, uma filha recém-nascida e o começo de um negócio
A história da loja começou quando Patrícia estava grávida de sete meses e decidiu fazer os doces do próprio chá de bebê e logo a procura também de ajudar nas finanças da casa. Ela aprendeu a fazer bala de coco pela internet, estudando e testando receitas com acertos e muitos erros também. O doce fez sucesso entre familiares e amigos e, a partir disso, começaram as encomendas.
“Eu estava desempregada, queria ajudar o meu marido, e quando fui fazer o chá de bebê da minha filha, comecei a fazer algumas coisas, fiz os doces, mas não tinha muito dom para isso”, relata.

Durante a pandemia, o negócio continuou crescendo. Nesse período, Patrícia se especializou e passou a vender bolos pequenos, voltados para famílias de três a cinco pessoas, o que ajudou a manter as vendas durante o isolamento social.
“Foi na pandemia que a CocoNut realmente cresceu. Foi quando surgiram os bolos, e eu também trabalho com bolos decorados. A CocoNut cresceu no meio da pandemia, por incrível que pareça.”, afirma Patrícia.
O negócio começou dentro de um apartamento, quando a filha ainda tinha quatro meses. Com o aumento das encomendas ao longo dos anos, a cozinha de casa já não era suficiente, e a empresária decidiu investir em uma loja física.
A paixão por sabores regionais também passou a fazer parte dos produtos da loja, como a bala de cupuaçu, que conquistou clientes e ajudou a consolidar a marca no mercado local.
