Os entusiastas da astronomia poderão acompanhar, em breve, o surgimento da primeira lua cheia da estação, marcando o outono no Hemisfério Sul e a primavera no Hemisfério Norte. Popularmente conhecida como “Lua Rosa”, a fase cheia do satélite não implica, contudo, em qualquer mudança real em sua tonalidade acinzentada característica.
A denominação “Rosa” possui raízes históricas e culturais, tendo sido atribuída por povos nativos dos Estados Unidos. O termo faz referência ao desabrochar das flores silvestres na região leste do território norte-americano durante esta época do ano.
Na prática, o observador notará o disco lunar com sua iluminação habitual, embora esta lua especificamente possa parecer sutilmente menor e menos brilhante em comparação a outros eventos do calendário lunar.
Diferenças entre Superlua e Microlua
A variação na aparência da Lua no céu noturno deve-se à órbita elíptica que o satélite descreve ao redor da Terra. Quando a fase cheia coincide com o perigeu — o ponto de maior proximidade com o nosso planeta —, ocorre o fenômeno conhecido como Superlua.
Nestas ocasiões, o satélite pode parecer cerca de 14% maior e até 30% mais luminoso do que quando está em sua posição mais distante.
Por outro lado, quando a lua cheia ocorre próxima ao apogeu, ponto de maior afastamento orbital, ela é tecnicamente chamada de microlua.
É importante destacar que, embora o tamanho real do corpo celeste permaneça inalterado, a percepção visual de sua magnitude e brilho depende diretamente dessa distância relativa, o que explica por que nem toda lua cheia recebe a classificação de superlua.