Fiocruz alerta para avanço da influenza A e aumento de casos de SRAG no Brasil


O Brasil enfrenta um aumento sustentado nos casos de influenza A, conforme os dados da última edição do Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quarta-feira, 1º de abril. O relatório indica que a maioria dos estados das regiões Norte, Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste está em situação de alerta para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O cenário é classificado como de risco ou alto risco, com sinais claros de crescimento na transmissão de vírus que podem levar a complicações graves e óbitos.

De acordo com o levantamento referente à última semana epidemiológica de março, a influenza A responde por 27,4% dos casos positivos de SRAG no país. No entanto, o impacto do vírus é ainda mais severo nas estatísticas de mortalidade, representando 36,9% dos óbitos registrados no período. Além da gripe, outros agentes infecciosos como o rinovírus (45,3% dos casos) e o vírus sincicial respiratório (VSR) continuam circulando intensamente, exigindo atenção redobrada das autoridades sanitárias e da população.

Diante da escalada dos índices, os pesquisadores da Fiocruz destacam que a imunização é a ferramenta mais eficaz para conter o avanço da doença. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, iniciada no último sábado, 28 de março, segue disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) até o dia 30 de maio. O foco principal são os grupos prioritários, como idosos, crianças, gestantes e profissionais das áreas de saúde e educação, que possuem maior vulnerabilidade a quadros clínicos complexos.

Além da vacina, a Fiocruz recomenda a retomada de medidas preventivas clássicas, especialmente nos estados onde a SRAG está em evolução. O uso de máscaras de alta proteção (PFF2 ou N95) em locais fechados ou com aglomeração, a higienização frequente das mãos e o isolamento em caso de sintomas gripais são orientações fundamentais. Para as gestantes a partir da 28ª semana, a recomendação específica é a vacinação contra o VSR, garantindo que os bebês já nasçam com proteção contra um dos principais causadores de internações infantis.

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