Conexão RH: Queile Castro destaca força do empreendedorismo feminino na Amazônia


O empreendedorismo feminino ganha cada vez mais espaço em Rondônia, e histórias como a de Queile Castro mostram que, mesmo diante de desafios, é possível transformar dificuldades em oportunidades. No programa Conexão RH, a empresária abriu sua trajetória e revelou como criou uma marca que vai além da moda, carregando identidade, cultura e propósito.

Conhecida por desenvolver peças inspiradas na Amazônia, Queile é hoje referência quando o assunto é moda com identidade regional. Suas criações não são apenas roupas, mas verdadeiras narrativas visuais que valorizam a fauna, a flora e a história de Porto Velho e da região Norte.

Da dificuldade ao propósito

A jornada da empreendedora começou em um momento delicado. Durante a pandemia, enfrentando instabilidade financeira e desafios emocionais, incluindo um quadro de depressão, ela precisou reinventar sua forma de trabalhar.

Antes disso, atuava no ramo de vidraçaria e chegou a iniciar formação em arquitetura, o que contribuiu para ampliar seu olhar sobre estética e patrimônio cultural. Foi nesse processo que surgiu o despertar para algo maior: valorizar a identidade amazônica através do empreendedorismo.

A decisão de migrar para o comércio de roupas começou de forma simples, com vendas online. Aos poucos, percebeu que seu diferencial estava justamente naquilo que carregava dentro de si, a conexão com a cultura local.

Moda com identidade e propósito

O grande ponto de virada foi quando Queile decidiu abandonar as peças comuns e apostar exclusivamente na chamada “linha Amazônia”. A partir daí, cada criação passou a ter um significado.

As estampas não são aleatórias. Elas contam histórias, representam lugares, símbolos e elementos que fazem parte da vivência regional. Seja o pôr do sol no Rio Madeira, as araras, a onça ou embarcações típicas, cada detalhe é pensado para despertar pertencimento e valorização cultural.

Mais do que estética, a proposta é fazer com que as pessoas entendam e reconheçam a riqueza da Amazônia, inclusive aqueles que não têm contato direto com essa realidade.

Empreender com o que se tem

Durante a entrevista, um dos pontos mais fortes foi a mensagem direta para quem deseja empreender: começar com o que tem.

Queile destacou que não teve apoio financeiro no início e construiu seu negócio de forma gradual, reinvestindo o próprio lucro. Para ela, o mais importante não é esperar o momento ideal, mas dar o primeiro passo, mesmo com medo.

A experiência também trouxe aprendizados importantes sobre gestão. Saber administrar, controlar gastos e reinvestir no negócio foram fatores decisivos para o crescimento da marca.

Desafios reais do empreendedorismo

A rotina de quem empreende, especialmente sendo mulher, mãe e responsável por diversas funções, não é simples. Queile revelou que acumula praticamente todas as funções dentro do negócio, desde a criação até a venda, passando por marketing, produção e organização.

Além disso, conta com uma rede de apoio familiar, essencial para conseguir equilibrar as demandas pessoais e profissionais.

Outro ponto destacado foi o medo constante, comum entre empreendedores. No entanto, ela reforça que esse medo não deve paralisar, mas servir como alerta para agir com estratégia e responsabilidade.

Representatividade e impacto

O trabalho de Queile vai além do lucro. Sua marca carrega representatividade e contribui para fortalecer a identidade cultural da região.

Peças já foram enviadas para diversos estados do Brasil e até para o exterior, mostrando que a cultura amazônica pode alcançar o mundo quando é valorizada e bem trabalhada.

Além disso, sua atuação tem incentivado outras mulheres a empreender, mostrando que é possível construir um negócio mesmo em cenários adversos.

Um exemplo que inspira

A história apresentada no Conexão RH reforça uma mensagem importante: o empreendedorismo não começa com grandes investimentos, mas com atitude, persistência e propósito.

Queile Castro se tornou símbolo dessa força feminina que transforma desafios em oportunidades e leva consigo a identidade da Amazônia para além das fronteiras.

Mais do que uma empresária, ela representa um movimento crescente de mulheres que estão ocupando espaço, gerando renda e valorizando suas raízes.

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