Ao recomeçar a vida trabalhando, detento do ‘aberto’ é executado a tiros – SelesNafes.com


Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um jovem de 23 anos foi morto a tiros no fim da tarde desta quarta-feira (1º), no bairro Jardim Marco Zero, na zona sul de Macapá. O crime, com características de execução, foi praticado por dois homens em uma motocicleta preta. A vítima, identificada como Andreson de Souza, trabalhava como ajudante de pedreiro e havia se mudado recentemente do município de Santana para morar com o cunhado. Segundo apurações da Polícia Civil, eles retornavam do trabalho quando foram surpreendidos pelos criminosos na Avenida Aurora Boreal.

De acordo com testemunhas, o garupa da motocicleta chegou a simular um assalto para obrigar as vítimas a parar. No entanto, nenhum pertence foi levado. Em seguida, diversos disparos foram efetuados exclusivamente contra Andreson, que morreu ainda no local. O cunhado não ficou ferido. O delegado Carlos Mazurek, da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), informou que a principal linha de investigação aponta para uma execução.

“A gente trabalha com a hipótese de que tenha sido um acerto de contas. Eles foram abordados como se fosse um assalto, mas nada foi levado, e os disparos foram direcionados apenas à vítima”, explicou.

Momento em que Andreson, de 23 anos, é forçado a descer da bicicleta

…foi morto logo em seguida com 9 tiros

Ainda segundo o delegado, imagens coletadas no local indicam que os suspeitos já aguardavam Andreson, o que reforça a tese de crime premeditado. A perícia identificou pelo menos nove cápsulas de munição calibre 9 milímetros espalhadas pela cena do crime.

Andreson possuía passagem pelo sistema prisional por tráfico de drogas e havia deixado recentemente o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), após progredir para o regime aberto. Apesar do histórico, familiares afirmam que ele havia deixado a criminalidade e estava trabalhando.

A polícia não descarta a possibilidade de envolvimento com facções criminosas, hipótese que ainda será investigada.

“Não podemos afirmar ainda, mas, considerando o cenário atual, é uma linha que será apurada”, destacou Mazurek.

O caso segue sob investigação da DHPP, que busca identificar e localizar os autores do homicídio.





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