Na manhã desta terça-feira (31), a Polícia Civil do Maranhão, por meio da Superintendência Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (SHPP), finalizou o inquérito que investigou o assassinato de Luís Carlos Monteiro da Silva. O crime ocorreu no dia 1º de janeiro de 2026, na Avenida dos Africanos, no bairro Salina do Sacavém, em São Luís.
Segundo o relatório conclusivo, a vítima, que vivia em situação de rua, estava deitada na calçada, aparentemente dormindo, quando foi atacada. O suspeito utilizou uma pedra de grande porte para atingir a cabeça e o rosto de Luís Carlos, que morreu ainda no local.
As investigações indicam que o crime foi planejado. Imagens de câmeras de segurança mostram o investigado circulando pela região já com a pedra em mãos, simulando um comportamento comum antes de retornar e cometer o ataque. Após a ação, ele deixou o local caminhando normalmente.
A apuração também revelou que autor e vítima se conheciam e haviam passado parte do dia juntos consumindo bebida alcoólica. Testemunhas afirmaram que, no dia seguinte ao crime, o suspeito teria confessado informalmente o homicídio, citando desentendimentos anteriores como motivação.
Em depoimento oficial, o investigado confirmou a autoria e declarou ter atacado a vítima enquanto ela dormia. A Polícia Civil destacou ainda que o indiciado possui antecedentes por crimes graves, incluindo roubo e homicídio cometido dentro do sistema prisional.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Ivônio Ribeiro, a dinâmica do crime evidencia a alta periculosidade do suspeito. Ele ressaltou que a vítima estava completamente indefesa no momento do ataque, o que, somado à premeditação, reforça a gravidade da ocorrência.
A autoridade policial também destacou que a forma de execução caracteriza o uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de apontar motivo considerado torpe.
Com base nas provas reunidas — como confissão, depoimentos e registros de videomonitoramento —, o investigado foi indiciado por homicídio qualificado.
A Polícia Civil representou ainda pela conversão da prisão temporária em preventiva, justificando a medida pela gravidade do crime, risco de reincidência e necessidade de garantia da ordem pública e da instrução criminal.
O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que irá analisar o caso e decidir sobre a apresentação de denúncia à Justiça.
*Fonte: PCMA