Licença-paternidade maior busca dividir responsabilidades na família


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (31), a lei que amplia a licença-paternidade no Brasil. O período passa de 5 para até 20 dias. A medida também cria o salário-paternidade, um benefício para garantir renda durante o afastamento do trabalho.

A nova legislação é considerada um avanço no cuidado com a primeira infância. O objetivo é aumentar a participação dos pais nos primeiros dias de vida dos filhos e dividir melhor as responsabilidades dentro da família.

Ampliação será gradual

A mudança não será imediata. O aumento da licença-paternidade será feito de forma progressiva:

            •          10 dias a partir de 2027

            •          15 dias a partir de 2028

            •          20 dias a partir de 2029

O direito vale para nascimento, adoção ou guarda para fins de adoção. O trabalhador não poderá ter prejuízo no emprego ou no salário.

A nova lei amplia o acesso ao benefício. Além dos trabalhadores com carteira assinada, passam a ter direito:

            •          Microempreendedores individuais (MEIs)

            •          Trabalhadores domésticos

            •          Trabalhadores avulsos

            •          Segurados especiais

A legislação também garante o benefício para pais adotantes e responsáveis legais.

Criação do salário-paternidade

Outro ponto importante é a criação do salário-paternidade. O benefício será pago durante o período de afastamento.

O valor varia conforme o tipo de trabalhador:

            •          Integral para empregados formais

            •          Baseado na contribuição para autônomos e MEIs

            •          Salário mínimo para segurados especiais

O pagamento poderá ser feito pelo INSS ou pela empresa, com compensação.

Direitos ampliados

A nova lei também traz outras garantias:

            •          Estabilidade no emprego desde a comunicação até um mês após a licença

            •          Possibilidade de parcelamento do afastamento

            •          Prorrogação em caso de internação da mãe ou do bebê

            •          Ampliação do período quando o pai assume os cuidados sozinho

            •          Aumento de um terço da licença em casos de filhos com deficiência

A medida busca reduzir a sobrecarga sobre as mulheres e incentivar a participação ativa dos pais na criação dos filhos.

Estudos indicam que a presença do pai nos primeiros dias de vida da criança fortalece os vínculos familiares, melhora o desenvolvimento infantil e pode até reduzir casos de violência doméstica.

Com a nova lei, o Brasil amplia a proteção social às famílias e se aproxima de modelos adotados em outros países que incentivam a divisão equilibrada das responsabilidades familiares.



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