O bairro Monte Castelo nos seus primórdios foi conhecido como Areal, devido à vasta faixa de areia que se estendia desde a margem do Rio Anil até à parte mais alta, que já foi conhecida como Caminho Grande, uma extensão da Rua Grande, recebendo a denominação atual de Avenida Getúlio Vargas, da parte que se inicia no Canto da Fabril e se estende até o bairro João Paulo, na confluência das avenidas São Marçal e Kennedy.
O bairro se consolidou a partir do final do século XIX, quando perdeu o seu status de zona rural, sendo suas chácaras substituídas por belos bangalôs, abrigando as famílias de classe média que migraram do Centro por ser uma área considerada mais aprazível.
O Monte Castelo por muito tempo foi uma povoação de grande importância para a cidade, e se consolidou como bairro no final da década de 1940. A partir de então, se destacou como uma comunidade de grande importância e fundamental para a cidade. Ele era um local de passagem obrigatória para viajantes.
Depois se destacou como um dos primeiros lugares fora do eixo do centro antigo a se consolidar como bairro. A partir de então, se destacou como um bairro de famílias de classe média e classe média alta, mas também de famílias mais humildes, principalmente as que moravam nas áreas de manguezal margeando o Rio Anil e a Estrada da Vitória, atual Avenida Luiz Rocha.
A ocupação da região se intensificou no início do século XX. Assim, aumentaram a quantidade de moradias que tomaram o lugar dos sítios e a paisagem do bairro foi se transformando, também impulsionada pelo avanço nos transportes que passou a servir a população, conduzindo-a do centro da cidade para o Monte Castelo e vice-versa.
O bairro foi modificado com a implantação de outros benefícios urbanos, como a instalação da rede de eletricidade e o asfaltamento durante a segunda metade da década de 1960.
Com o passar do tempo outros benefícios públicos aos moradores, que puderam usufruir uma melhor infraestrutura, também pela instalação de uma rede de água e esgoto.
Do auge ao ostracismo
Depois de seus tempos áureos, quando o Monte Castelo contou com a instalação de hospitais, como o Aldenora Belo, Hospital Maranhense, Hospital Nina Rodrigues, Clínicas particulares, Cinema, estabelecimentos de ensino importantes como o IFMA que substituiu a Escola Técnica Federal, passando a oferecer curso de graduação superior, SENAI, Santuário de Nossa Senhora da Conceição, Igreja Batista, e outras de menor porte; o Cine Monte Castelo, Centro Educacional Santa Terezinha, Unidade Escolar Fernando Perdigão e faculdades particulares, importantes casas comerciais como lojas de móveis e concessionárias de veículos, o Monte Castelo passa por um momento de grave decadência com o fechamento de muitos destes estabelecimentos.
O mesmo acontece com as moradias. Poucos são os bangalôs que ainda são habitados e quase todos com a sua estrutura arquitetônica modificada. São muitas as casas que estão à venda por muito tempo sem que apareçam interessados e outras, simplesmente abandonadas, dando ao Monte Castelo um aspecto de “Bairro Fantasma”.
Para o autônomo que se identificou apenas como Luiz (temendo sofrer represálias), a decadência do Monte Castelo se deve à falta de segurança e da infraestrutura deficitária, o que tem obrigado as famílias a migrarem para os condomínios fechados, onde se sentem mais seguras.
Para Josemar Castro, 65 anos, aposentado, nascido e criado no Monte Castelo, o bairro está se descaracterizando com o fechamento dos estabelecimentos e exemplificou o Cine Monte Castelo, cujo prédio em estado deplorável há muitos anos se encontra à venda e não consegue nenhum interessado.
Ele citou também a constante falta de água, cuja distribuição já é, há muito tempo, bastante deficitária. “Também o acúmulo de lixo em algumas ruas tem sido observado frequentemente. Infelizmente, o nosso bairro está se acabando”, conclui Josemar.
Também o acúmulo de lixo em algumas ruas tem sido observado frequentemente. Infelizmente, o nosso bairro está se acabando