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Novos detalhes sobre a morte do bombeiro e mergulhador Isnard Werner, ocorrida neste domingo (29), revelam que a fatalidade aconteceu nos minutos finais de uma operação bem-sucedida. O militar já havia localizado o alvo da busca e realizava apenas um procedimento de sinalização quando perdeu a consciência.
Segundo o Tenente Alisson Rogério, a equipe utilizava o sistema de comunicação por toques na corda de guia, um protocolo padrão para mergulhos em rios da região, onde a visibilidade é reduzida.

2º sargento BM Isnard/ Foto: Cedida
Werner submergiu pela última vez apenas para ajustar um nó e demarcar o local exato para a continuação dos trabalhos no dia seguinte. Logo após descer, o mergulhador deu três toques na corda, o código utilizado para informar que estava tudo bem. Ficou acordado que a cada cinco minutos seriam trocados sinais de confirmação. No entanto, ao completar o tempo previsto, o militar que estava na superfície sinalizou e Werner não respondeu.
Diante do silêncio, a equipe de apoio agiu imediatamente. Um segundo militar se equipou e desceu pela corda de guia, interceptando Isnard Werner já desacordado, ainda na metade do trajeto de subida.
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“O militar se equipou e desceu e já encontrou ele na metade da viagem, desacordado. Tentaram reanimar, mas sem êxito”, relatou o Tenente Alisson.
O Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Charles, confirmou que o mergulhador sofreu uma parada cardíaca após ser retirado da água. Apesar das manobras de primeiros socorros realizadas pela guarnição, o quadro foi irreversível.
O corpo do militar segue sendo velado no Quartel do Corpo de Bombeiros (Av. 25 de Agosto), com sepultamento marcado para as 16h30, no Cemitério Jardim da Paz.