Ônibus elétricos chineses da Piracicabana, do Grupo Comporte, chegam em maio para o sistema do Distrito Federal. São 90 unidades



Previsão foi informada pela Semob, nesta sexta (06). Veículos foram produzidos pela CRRC, parceira do Grupo no Trem Intercidades de São Paulo

ADAMO BAZANI

O Governo do Distrito Federal anunciou nesta sexta-feira, 06 de março de 2026, a previsão de chegada ao sistema de transportes de 90 ônibus elétricos chineses comprados pela concessionária Viação Piracicabana.

Segundo a Semob (Secretaria de Mobilidade), a montagem dos veículos foi feita na cidade chinesa de Qingdao, pela empresa chinesa CRRC (China Railway Rolling Stock Corporation), e o deslocamento está sendo feito de navio, com previsão de chegada ao porto de Vitória (ES) até o final de março. Após todos os trâmites de importação e os deslocamentos em carretas especiais, os veículos devem chegar à capital federal em maio.

Enquanto isso, a Piracicabana prossegue com as obras na noiva garagem que fica na Hípica, que fica próxima ao Zoológico.

Segundo a Semob, estão em produção 18 carregadores de 240 kW e 3 transformadores de 1.750 kVA, o que vai possibilitar o início do processo de eletrificação da frota. Para o atendimento da nova demanda energética, estimada em 4.500 kVA (pico), também foi necessária a ampliação da subestação da Neoenergia, empresa de distribuição de energia elétrica do DF. Além disso, serão instalados quatro carregadores no Terminal da Asa Sul (TAS).

Como mostrou o Diário do Transporte, em 22 de janeiro de 2026, a companhia, que também é operadora do sistema municipal de Santos, no interior paulista, apresentou uma unidade do modelo.

Relembre:

https://diariodotransporte.com.br/2026/01/22/video-piracicabana-apresenta-onibus-eletrico-chines-da-crrc-para-santos-sp-e-prefeitura-anuncia-congelamento-de-tarifa-ate-2028/

A aquisição de ônibus da CRRC foi facilitada pela parceria firmada entre o Grupo Comporte e a fabricante por causa da concessão da linha 7-Rubi e do TIC – Trem Intercidades entre a capital paulista e o interior de São Paulo, que formaram o Consórcio TIC-Trens.

“A eletrificação da frota é um compromisso do Governo do Distrito Federal com a inovação e com a redução das emissões de poluentes. É um investimento que melhora a qualidade do transporte e também contribui para a preservação ambiental” – disse, em nota, o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves

LINHAS:

O Governo do Distrito Federal também divulgou que os veículos devem atender diariamente cerca de 60 mil passageiros.

Os coletivos vão operar em linhas que servem à Rodoviária do Plano Piloto, ao Terminal da Asa Sul, além da Esplanada dos Ministérios, Setor de Autarquias e Tribunais, UnB, Noroeste, W3, L2 Sul e Norte e o Aeroporto.

Atualmente, o DF já conta com seis veículos elétricos que atendem as linhas 109.3 e 109.4, transportando mais de 100 mil passageiros por mês e já contribuindo para a redução de 3,2 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

Segundo a CRRC, a motorização elétrica evita a emissão de 125 toneladas de CO2 por ano para cada ônibus, ou o plantio de 892 árvores.

Cada ônibus elétrico representa um custo médio de R$ 3,4 milhões, um valor cerca de cinco vezes superior ao de um ônibus convencional e aproximadamente três vezes o custo de um veículo com tecnologia Euro 6.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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