Estados Unidos revoga leis ambientais, permitindo a venda de caminhões quadradões

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Os caminhões quadradões, cheios de peças cromadas e um estilo que vem desde a década de 1960 estão sumindo das fábricas norte-americanas há anos, sendo substituídos por modelos mais aerodinâmicos e menos poluentes, por conta de uma série de regulamentações ambientais importas desde 2009.

Nesta semana, Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA), anunciou uma grande ação de desregulamentação, para reduzir os custos de produção de todo tipo de veículo, com menos exigências de itens tecnológicos para redução de emissões de poluentes.

A medida, de acordo com Lee Zeldin, administrador da EPA, que fez o anúncio junto com o Presidente Donald J. Trump, deve reduzir os custos por novos veículos em cerca de US$ 1,3 trilhão nos próximos anos. Isso equivale a R$ 6,8 trilhões em conversão direta.

A desregulamentação altera medidas federais da EPA, como a Declaração de Perigo de Gases de Efeito Estufa (GEE) de 2009, criada durante a administração de Barack Obama, que impôs novas normas de emissões para veículos, como o uso de recursos start-stop.

Apesar do ganho ambiental, essas tecnologias aumentaram os custos de produção dos veículos, o que diminuiu a capacidade de compra das famílias de classe média e daquelas consideradas pobres nos EUA.

A lei também obrigava as montadoras de caminhões a aumentar a eficiência no consumo de combustível dos veículos, especialmente com melhorias aerodinâmicas, o que quase exterminou os caminhões quadradões ao longo dos anos. Hoje, o último pesado tradicional é o Kenworth W900, que terá sua produção encerrada definitivamente nesse ano.

Uma das análises realizadas pela EPA destaca que o que foi feito anteriormente, especialmente na questão da Declaração de Perigo de 2009, excedeu a autoridade da agência para combater a “poluição do ar” que prejudica a saúde e o bem-estar públicos, e que uma decisão política dessa magnitude, que acarreta amplas consequências econômicas e políticas, cabe exclusivamente ao Congresso do país.

A EPA também destaca que nos 16 anos que se seguiram àquelas regulamentações, muitas das previsões e suposições usadas para justificar a norma não se concretizaram.

Além do valor dos veículos, o custo adicional dos caminhões também foi repassado aos consumidores, que passaram a pagar mais caro por conta da elevação dos fretes em todo tipo de mercadoria.

“A posse de veículos a preços acessíveis é essencial para o Sonho Americano e um dos principais fatores de mobilidade econômica para sair da pobreza nos Estados Unidos. A constatação de perigo ambiental levou à regulamentação de veículos e motores, com um custo agregado de mais de US$ 1 trilhão, e desempenhou um papel significativo na justificativa da EPA (Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos) para a regulamentação de outras fontes além de carros e caminhões, resultando em encargos adicionais para famílias e empresas americanas”, disse a agência, em nota.

Para chegar a essas mudanças, a EPA fez uma consulta pública em todo o país, com duração de 52 dias, e também audiências públicas com mais de 600 pessoas de várias áreas dando depoimentos e informações. Ao todo, mais de 570 mil contribuições foram recebidas e analisadas.

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