Como fazer sua empresa ser citada pelo ChatGPT (e chegar a novos clientes)

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Antes você precisava entregar bons produtos e serviços para encantar um cliente. Agora, num mundo sobrecarregado de concorrência e publicidade, o desafio é conseguir que o consumidor saiba que você existe – o que pode exigir que você primeiro conquiste um algoritmo.

Parece papo surrealista para algumas pessoas, mas é isso: entre você e seu público-alvo existe uma multidão de robôs na internet que podem facilitar (ou dificultar) sua vida. E com as IAs isso se tornou ainda mais frequente.

O ciclo, de modo geral, é: visibilidade > reputação > vendas. E a parte de tornar seu negócio visível costuma recair em grande medida sobre figuras não humanas. Os “robozinhos” do Google, que continuam muito importantes, além de chatbots como o ChatGPT e o Gemini. Ser citado por um desses modelos virou uma vitrine digital.

Alguns empresários levaram anos para se acostumar à ideia de SEO, que consiste em otimizar os sites para ser achados pelo Google, e hoje temos uma espécie de evolução disso, o GEO. O leitor da coluna já conhece a sigla, porque tratamos do assunto: Generative Engine Optimization, a otimização pensada para motores de busca baseados em inteligência artificial.

Muitas práticas de GEO são parecidas (às vezes iguais) às da sigla anterior, e a boa notícia é que com medidas práticas simples é possível botar a casa em ordem. Reuni aqui algumas dicas.

1. Explique claramente o que sua empresa faz

Frases genéricas como “soluções completas”, “inovação para seu negócio” ou “atendimento personalizado” não ajudam ninguém.

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Sua presença digital (sobretudo o site) precisa deixar óbvio:

  • qual é o serviço ou produto
  • quem você atende
  • em que região atua

Quanto mais direto, melhor.

2. Transforme dúvidas comuns em conteúdo

  • Precisa de preparo para fazer endoscopia?
  • Quanto custa instalar energia solar em uma casa de médio porte?
  • Como abrir uma empresa e quanto tempo leva o processo?
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Esses são exemplos ligados a três tipos diferentes de empresa. Pense assim: que tipo de pergunta meu negócio responde? Geralmente, é isso que vão perguntar ao ChatGPT e que pode trazer o público.

Empresas que ajudam o público a entender um tema passam a ser usadas como referência pelas IAs.

3. Use a linguagem do mundo real

As pessoas não conversam com inteligência artificial como se estivessem escrevendo um relatório. Elas normalmente falam como se estivessem diante de um amigo:

  • “Quem conserta geladeira em Campinas?”
  • “Qual clínica faz esse exame?”
  • “Vale a pena esse serviço?”
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Se seu conteúdo é técnico demais, você fica fora da conversa.

4. Organize bem seu site

Tenha páginas claras para cada serviço, cada produto, sobre a empresa, localização e contato. Informação organizada é muito mais fácil de ser entendida e reaproveitada pelas IAs.

5. Seja citado fora do seu próprio site

Se você se elogia, isso tem um peso. Se o elogio vem de outros, ganha mais legitimidade, certo? Especialmente se a chancela vem de grandes veículos de imprensa.

Quando sua empresa aparece em matérias jornalísticas e blogs especializados, além de associações do setor ou parcerias relevantes, ela ganha peso digital.

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Não menospreze os serviços de assessorias de imprensa e relações-públicas, portanto! As menções que esses profissionais batalham para conseguir ajudam a construir sua autoridade.

6. Mantenha tudo atualizado

Conteúdos antigos, dados desatualizados e sites abandonados reduzem relevância. Atualizar periodicamente mostra que o negócio está ativo e confiável.

7. Construa reputação digital ao longo do tempo

As medidas acima, somadas, ajudam a consolidar a impressão que as pessoas têm da sua empresa, e isso pode se refletir nas respostas das IAs. Então, não se esqueça de atender bem em todos os pontos de contato, porque, mais do que nunca, vivemos na era da reputação.

  • Empresas úteis aparecem mais.
  • Empresas claras são mais lembradas.
  • Empresas confiáveis viram fonte.

Ah, os velhos tempos em que era preciso se preocupar apenas em sair bem na foto, não? Agora o investimento em imagem deve ser perene e em várias frentes – inclusive com as inteligências artificiais.

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