Publicado em: 31 de janeiro de 2026

Prefeitura informa que cerca de 60% das linhas passam a ser operadas por consórcio; Mobi-Rio pode assumir serviços para garantir atendimento à população
YURI SENA
Após o lacre das garagens das viações Real Auto Ônibus e Vila Isabel por irregularidades na frota, a Prefeitura do Rio de Janeiro detalhou as medidas que serão adotadas para evitar prejuízos à população que depende do transporte coletivo, especialmente nas ligações entre a Zona Norte e a Zona Sul da cidade.
Segundo o prefeito Eduardo Paes, aproximadamente 60% das linhas operadas pelas duas empresas passarão a ser assumidas por um consórcio a partir deste domingo. A medida, de acordo com a prefeitura, busca garantir a continuidade do serviço e ampliar a oferta de ônibus em comparação ao que vinha sendo prestado pelas concessionárias nos últimos meses.
Caso o consórcio não consiga absorver integralmente a operação, a administração municipal informou que já está providenciando o aluguel de novos veículos. Além disso, a Mobi-Rio, empresa pública responsável pela operação do BRT, está preparada para assumir linhas convencionais, se necessário, assegurando o atendimento aos passageiros.
Durante a operação de fiscalização, Eduardo Paes afirmou que a interdição não deve resultar em redução da oferta, mas, ao contrário, em melhoria do serviço. Segundo ele, a prefeitura não irá tolerar a continuidade de concessões que descumpram exigências básicas de segurança e manutenção da frota.
A gestão municipal também ressaltou que as medidas fazem parte de um processo mais amplo de reorganização do sistema de ônibus da cidade, que inclui maior controle operacional, subsídios públicos, transparência de dados e acompanhamento em tempo real por meio do sistema Jaé.
Como noticiou o Diário do Transporte, a interdição das garagens ocorreu após as empresas não cumprirem o prazo para a vistoria anual obrigatória dos veículos. De acordo com a Secretaria Municipal de Transportes, cerca de 99% da frota das duas viações não havia sido vistoriada, e foram constatadas más condições de conservação tanto dos ônibus quanto das instalações.
Relembre:
A prefeitura afirma que continuará monitorando a operação das linhas afetadas nos próximos dias e que novas medidas poderão ser adotadas caso sejam identificadas falhas no atendimento à população.
Linhas com operação ajustada ou substituída
Entre as linhas reorganizadas estão:
160 – Terminal Gentileza ↔ Leblon (via Túnel Rebouças)
111 – Central do Brasil ↔ Leblon
133 – Terminal Gentileza ↔ Largo do Machado
162 – Terminal Gentileza ↔ Gávea
319 / SV319 – Terminal Alvorada ↔ Central do Brasil (com variação pela Praia do Flamengo)
302 – Terminal Gentileza ↔ Terminal Alvorada
164 – Terminal Gentileza ↔ Leme
435 – Grajaú ↔ Gávea
456 – Norte Shopping ↔ Copacabana (com integrações parciais)
539 – São Conrado ↔ Leme (via Rocinha e Copacabana)
Algumas dessas linhas passaram a operar de forma combinada ou com ajustes de trajeto, enquanto outras aguardam definição para retomada plena.
Linhas temporariamente inoperantes
De acordo com o material divulgado pela prefeitura, seguem sem operação no momento:
460 – São Cristóvão ↔ Leblon
473 – São Januário ↔ Lido
232 – Lins de Vasconcelos ↔ Castelo (trecho entre Vila Isabel e Centro)

Yuri Sena, para o Diário do Transporte