Aldo Rebelo lançou neste sábado sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto com discurso voltado ao reequilíbrio entre os Poderes e críticas ao Judiciário.
Ex-ministro de Lula e figura histórica da esquerda brasileira, Aldo rompeu com seu antigo campo político, aproximou-se do bolsonarismo nos últimos anos e agora busca construir um projeto próprio na disputa presidencial.
No evento, Aldo afirmou que o Brasil precisa “remover obstáculos institucionais”. Disse ter “apreço pessoal por alguns ministros do STF”, mas insistiu que sua crítica não é dirigida às figuras individuais. “Não é um problema pessoal, é um problema institucional”, declarou, argumentando que o STF “não pode ser um poder acima dos demais”.
O pré-candidato voltou a criticar decisões recentes da Corte e citou o julgamento do marco temporal como exemplo de conflito entre Judiciário e Legislativo.
Lembrou que passou “24 anos” na Câmara sem ver contestação ao entendimento original sobre o tema. Para Aldo, o choque entre as decisões dos dois Poderes criou insegurança. “O Congresso aprovou uma norma, dizendo que o marco temporal estava em vigor, e o Supremo revogou essa norma”, disse, ao afirmar que o país convive hoje com “duas normas contraditórias”.