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Robert Moreno, ex-treinador da seleção espanhola, voltou aos holofotes por um motivo inusitado nesta segunda-feira, 26. Demitido em setembro, o profissional foi acusado pelo presidente do Sochi FC, da primeira divisão da Rússia, de ter sido desligado do clube por conta do uso excessivo de IA para realizar treinamentos, escalar a equipe e até buscar novos jogadores. Em carta aberta, o espanhol negou veemente as acusações. O treinador admitiu o uso da tecnologia em alguns departamentos, mas afirmou que as decisões eram tomadas pela comissão técnica. “Nunca usei o ChatGPT ou qualquer inteligência artificial para me preparar para os jogos, decidir escalações ou escolher jogadores. Isso é completamente falso”, afirma Moreno em pronunciamento.
Por mais que cause estranheza, o futebol atravessa por um momento de transformação tecnológica. Idealizado na Alemanha, o CUJU, aplicativo que conta com mais de 150 mil usuários no Brasil, trabalha com IA para descobrir novos atletas. Ao baixar o aplicativo, que é gratuito, os jogadores precisam posicionar a câmera do celular, seguir as orientações estabelecidas pela tecnologia e realizar oito exercícios, independente do local. Ao final, o atleta recebe uma pontuação e é classificado por idade e região. As atividades podem ser repetidas diariamente. Luiz Gustavo, volante que disputou a Copa do Mundo de 2014 e ganhou diversos títulos no Bayern de Munique-ALE, é embaixador e um dos fundadores do programa.
“Usamos a IA para atender ao ecossistema do futebol na identificação do próximo potencial de jogador profissional ainda desconhecido. E o mais importante, dar a todos as mesmas chances de se desenvolverem e serem vistos. Apenas o desempenho conta, nada mais. Essa é a maneira de desbloquear o futebol. O CUJU não tem como objetivo substituir o fator humano, mas, sim, apoiar e aprimorar de forma eficiente o processo de reconhecimento regional, nacional e global”, afirma Sven Müller, CMO do CUJU.