O delegado da Polícia Civil de Goiás, responsável pela cidade de Britânia, onde a jovem Beatryz Emelly Nunes da Silva Ferreira, de 14 anos, foi morta pelo tio, Paulo Fagundes de Oliveira, de 62 anos, e pela esposa dele, no último dia 20, afirmou que os depoimentos dos dois apresentam contradições sobre o crime.
As investigações preliminares apontam que a jovem teria avisado o namorado e a mãe de que iria à casa dos parentes no dia 20 de janeiro. Os autores do crime afirmam que Beatryz foi até o local para ajudar a organizar documentos de Paulo relacionados ao INSS.
O delegado destaca que os relatos dos suspeitos indicam que a menina organizava os documentos e que isso teria gerado intrigas com a esposa do tio. Em determinado momento, segundo o depoimento, Paulo foi até a porta da sala, pegou um pedaço de madeira e passou a agredir a jovem.
Ainda conforme os depoimentos, a esposa de Paulo teria o incentivado a continuar com as agressões, afirmando que a adolescente “precisava de um corretivo”.
Quando perceberam que Beatryz já estava sem vida, a mulher teria sugerido que o corpo fosse colocado em uma cova cavada no próprio quintal da residência.
Essa é a versão apresentada pelo autor. A autora, por outro lado, nega de forma veemente qualquer participação nos fatos, porém não apresentou nenhum álibi considerado válido.
O casal foi preso em flagrante na quarta-feira (21), após o corpo da adolescente ser encontrado enterrado no quintal da casa onde eles moravam. Ambos foram autuados por homicídio qualificado por meio cruel e por motivo fútil, além de ocultação de cadáver.
A perícia segue analisando se houve algum tipo de crime sexual e se as contradições nos depoimentos do casal poderão influenciar o andamento da investigação.
A Secretaria Municipal de Educação informou, por meio de uma publicação, que devido ao luto por Beatryz, a cidade irá cancelar a entrega de materiais e em breve vai anunciar as novas datas para o procedimento.
*Sob supervisão de AR.