A defesa de Jair Bolsonaro (PL) pediu autorização do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), para que o ex-presidente possa receber a visita do ministro Jorge Antonio de Oliveira Francisco, do TCU (Tribunal de Contas da União).
O ex-presidente está preso na Papudinha, um espaço dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Todas as visitas, com exceção da esposa e dos filhos de Bolsonaro, precisam ser previamente autorizadas.
Na Papudinha, elas podem ocorrer tanto na área interna quanto externa. O horário é ampliado e permite até três faixas diferentes, em dois dias da semana: quartas e quintas-feiras, das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.
A data do encontro com Jorge Oliveira será definida pelo ministro Alexandre de Moraes.
O ministro é um amigo antigo de Bolsonaro e trabalhou com a família por mais de 15 anos e foi indicado ao TCU pelo próprio ex-presidente.
No tribunal, ele foi autor de uma tese que livrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de devolver um relógio Cartier, avaliado em R$ 60 mil, recebido de uma fabricante francesa no primeiro mandato. O novo entendimento pode beneficiar Bolsonaro no caso das joias sauditas.
Oliveira também chegou a ser indicado pelo ex-presidente, em 2020, para o cargo de ministro da Justiça. Ele ocuparia o lugar deixado por Sérgio Moro, mas Bolsonaro voltou atrás e indicou André Mendonça, hoje ministro do STF.
No Congresso, foi assessor jurídico de Jair Bolsonaro quando era deputado federal e chefe de gabinete de Eduardo Bolsonaro.
Em 1º de janeiro de 2019, Oliveira assumiu a subchefia de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República. Depois, em 21 de junho de 2019, foi nomeado ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República.