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Os óculos inteligentes representam um passo além do smartphone como principal interface digital. As operações computacionais passam a estar concentradas em um dispositivo vestível, contínuo e menos intrusivo, que funciona como um assistente integrado ao dia a dia. Muitas das ações hoje realizadas no celular migram para esse acessório, sem exigir que o usuário interrompa o que está fazendo para olhar uma tela. O recurso permite capturar imagens, acessar informações, ouvir instruções ou interagir com assistentes de inteligência artificial em tempo real, mantendo as mãos livres e a atenção voltada ao ambiente.
Essa característica se mostra particularmente útil em situações práticas — deslocamentos urbanos, atividades profissionais, esportes ou tarefas manuais — nas quais parar para manusear o celular é incômodo e, em alguns casos, até perigoso. Meta, Google e Snap estão entre as empresas que já disputam esse mercado. A Xiaomi, por sua vez, acaba de lançar o Mijia Smart Audio Glasses, modelo com foco em áudio, equipado com alto-falantes integrados, quatro microfones e controles sensíveis ao toque nas hastes para ajuste de volume, chamadas, reprodução de mídia e acionamento do assistente de voz. O dispositivo conta com redução de ruído, modo de privacidade e conexão Bluetooth 5.0 com o smartphone. Segundo a fabricante, a autonomia chega a 13 horas de reprodução de áudio, 9 horas em chamadas e até 12 dias em modo de espera. O preço sugerido de lançamento parte de cerca de 1.113 reais, e a marca já oferece três modelos da linha.
Entre as funcionalidades que mais chamam atenção nos óculos inteligentes está a capacidade de gravação de vídeos, que transforma o acessório em uma câmera vestível. Os Ray-Ban Meta, por exemplo, contam com câmera embutida de 12 megapixels e cinco microfones, capazes de registrar vídeos de até três minutos em Full HD (1080p). Já o Xiaomi AI Glasses amplia esse limite ao permitir gravação contínua de até 45 minutos em uma única sessão, em resolução 2K a 30 quadros por segundo, antes da necessidade de recarga. A diferença ilustra como esses dispositivos começam a deixar de ser apenas um complemento tecnológico para se tornarem ferramentas ativas de registro, informação e tomada de decisão — sinalizando uma transição em que a tecnologia se afasta da tela e se aproxima, cada vez mais, da percepção humana.