Polícia conclui investigações sobre mortes de professoras e jovem em Ilhéus

A Polícia Civil da Bahia concluiu as investigações sobre o triplo homicídio que vitimou, em agosto do ano passado, Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41 anos, sua filha Mariana Bastos da Silva, de 20, e a amiga dela Alexsandra Oliveira Suzart, de 45.

Segundo a polícia, o inquérito foi finalizado e encaminhado à Justiça em dezembro de 2025, com o indiciamento do investigado pelo crime de latrocínio praticado contra as três vítimas, além do pedido pela prisão preventiva do autor.

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Com o indiciamento, o MPBA (Ministério Público da Bahia) denunciou o investigado, uma vez que apontou que existem indícios suficientes que comprovam a autoria do crime.

Durante as investigações, conduzidas pelo Núcleo de Homicídios de Ilhéus e pela 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, foram feitas análises de imagens de câmeras de segurança, exames periciais e coleta de depoimentos de familiares e testemunhas.

Relembre o caso

As vítimas foram encontradas mortas em um matagal no bairro Jardim Atlântico, com ferimentos provocados por arma branca. Maria e Alexsandra eram amigas e professoras da rede municipal de ensino em Ilhéus, já Mariana era filha de Maria Helena.

À época, a Polícia Civil afirmou que familiares e pessoas próximas das vítimas foram ouvidas, e imagens de 15 câmeras de segurança da região seriam analisadas.

A PMBA (Polícia Militar da Bahia) informou que equipes da 69ª CIPM (Companhia Independente) foram acionadas após a denúncia da localização de três corpos no bairro São Francisco, em Ilhéus. No local, confirmaram o fato e a perícia foi acionada.

Dias depois das mortes, um homem suspeito de envolvimento no assassinato foi presoSegundo a polícia, o indivíduo também era suspeito de crimes relacionados ao tráfico de drogas.

Confissão

Durante o interrogatório, ele admitiu a autoria do triplo homicídio, alegando que atacou as vítimas durante uma tentativa de roubo. Apesar dos detalhes fornecidos, o depoimento apresentou contradições.

Desde o início, o perfil do suspeito já chamava atenção dos investigadores, por se enquadrar nas características levantadas: “andarilho, dependente químico e com histórico de roubos, furtos e envolvimento com tráfico”.

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