Gastos online nos EUA no fim do ano desaceleram, aponta Adobe

O crescimento dos gastos online no fim do ano nos Estados Unidos desacelerou na temporada de 2025, de acordo com dados da Adobe Analytics nesta quarta-feira (7), mesmo com os compradores estabelecendo um recorde devido a descontos e ao uso de formas de pagamento como “compre agora e pague depois”.

Os gastos online de 1º de novembro a 31 de dezembro aumentaram 6,8%, para US$257,8 bilhões, informou a Adobe, contra alta de 8,7% durante o mesmo período do ano passado.

A Adobe afirmou que os gastos superaram a previsão anterior de US$253,4 bilhões em vendas online para a temporada.

A inflação e as consequências econômicas das políticas comerciais do presidente Donald Trump deixaram os compradores preocupados com o orçamento e mais cautelosos em relação às compras.

A Cyber Week impulsionou grande parte do crescimento, com os consumidores de renda mais alta ainda gastando, enquanto as opções de pagamento flexível atraíram compradores preocupados com o orçamento online.

“Descontos competitivos e opções de pagamento flexível, como o “Compre Agora, Pague Depois”, também contribuíram para impulsionar os gastos recordes”, declarou Vivek Pandya, analista líder da Adobe Digital Insights.

O “Compre Agora, Pague Depois” foi responsável por US$ 20 bilhões em gastos online durante a temporada, um aumento de 9,8% em relação ao período de festas anterior, de acordo com a Adobe.

A demanda impulsionada por descontos aumentou as compras de itens mais caros, incluindo eletrônicos, artigos esportivos e eletrodomésticos, acrescentou a Adobe. A empresa baseia as estimativas em transações online diretas e analisa mais de 1 trilhão de visitas a sites de varejo dos EUA.

Os smartphones foram responsáveis por 56,4% das transações de compras online, acima dos 54,5% registrados no ano anterior, segundo a Adobe.

Os sites de varejo também registraram um salto de 693,4% no tráfego vinculado a assistentes de compras e chatbots alimentados por IA, apontou a Adobe, após um aumento de 1.300% no ano anterior.

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